Crise na Venezuela

Guaidó anuncia entrega de primeiro carregamento com ajuda humanitária

Miguel Gutiérrez

Trata-se de suplementos nutricionais para crianças e mulheres grávidas.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou esta segunda-feira que foi feita a primeira entrega de ajuda humanitária no país.

Os suprimentos nutricionais foram entregues à Associação de Centros de Saúde, anunciou na sua conta do Twitter Juan Guaidó.

"Cumprindo com as nossas competências, entregámos hoje o primeiro carregamento de suprimentos de assistência humanitária à Associação de Centros de Saúde com 85 mil suplementos que se traduzem em 1.700.000 rações nutricionais para crianças e 4.500 suplementos para mulheres grávidas", explicou.

Numa outra mensagem, Juan Guaidó adiantou que a "entrega representa 20 rações para cada beneficiário e corresponde à primeira fase de ajuda às populações mais vulneráveis, como resultado da crise" humana que o país está a enfrentar.

Ambas as mensagens foram acompanhadas por fotografias de Juan Guaidó juntamente com o deputado Miguel Pizarro, nas quais se viam caixas de papel e embalagens de medicamentos.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

Na Venezuela, antiga colónia espanhola, residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

Lusa

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