Crise na Venezuela

Rússia e China vetam iniciativa dos Estados Unidos que exigia eleições na Venezuela

Lucas Jackson

A resolução norte-americana foi vetada no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A Rússia e a China vetaram esta quinta-feira uma iniciativa dos Estados Unidos para que o Conselho de Segurança das Nações Unidas exigisse ao governo venezuelano a organização de eleições presidenciais livres e justas e o acesso, sem restrições, da população à ajuda humanitária.

O projeto de resolução reuniu o mínimo de nove votos, forçando a Rússia e a China a avançarem com vetos. A África do Sul também votou contra o texto, enquanto Indonésia, Guiné Equatorial e Costa do Marfim se abstiveram.

Ainda na ONU, acabou chumbada uma outra resolução sobre a Venezuela, mas apresentada pela Rússia. Moscovo pretendia denunciar "as ameaças norte-americanas" contra Caracas, mas obteve apenas o apoio da China, da África do Sul e da Guiné Equatorial.

Os Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Polónia, Bélgica e Peru votaram contra a resolução.

O embaixador francês nas Nações Unidas sublinhou que o texto russo não apresentava qualquer solução para a crise no país.

Já o enviado especial dos Estados Unidos para a Venezuela acusou a China e a Rússia de continuarem a proteger Nicolás Maduro, prolongando o sofrimento do povo venezuelano.

O texto russo também destacava a necessidade de respeitar os príncipios da neutralidade, imparcialidade e independência na prestação de assistência internacional. Quatro países abstiveram-se: Indonésia, Kuwait, República Dominicana e Costa do Marfim.

  • Jovem desaparecido no Tejo
    0:54