Crise na Venezuela

Guaidó culpa Governo de Maduro por novo apagão no país

RAYNER PENA

A Venezuela sofreu na segunda-feira um novo apagão.

O líder do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país, culpou o Governo de Maduro pelo novo apagão que ocorreu na segunda-feira em grande parte do território.

"A falta de manutenção e a corrupção do regime são responsáveis pela tragédia, incluindo o novo apagão. O regime usa estes momentos para desinformar e gerar ansiedade", afirmou Guaidó, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

O líder da oposição acrescentou que pelo menos 17 estados foram afetados e que o apagão afetou 57% do país.

A Venezuela sofreu na segunda-feira um novo apagão, que afetou vários estados e grandes áreas da capital estão a recuperar a energia de forma gradual.

O executivo de Nicolás Maduro afirmou que o apagão foi "um ataque ao qual o Governo respondeu com sucesso", garantindo que o fornecimento de energia está a ser recuperado em toda a rede.

O ministro venezuelano da Comunicação, Jorge Rodriguez, disse que a principal hidroelétrica do país, a de Guri, foi atacada, mas que os mecanismos implementados por Maduro após "o ataque brutal criminoso efetuado pela ultradireita em 07 de março" permitiram "a recuperação quase total em tempo recorde".

Guaidó respondeu que o "regime pretende confundir nestes momentos" e garantiu que continuará a proteger os ativos da Venezuela no mundo.

No dia 7 de março, a Venezuela sofreu um apagão que deixou o país sem eletricidade, situação que só foi resolvida cinco dias depois.

Cerca de 50 países, incluindo a maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, seguiram a decisão norte-americana e reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela encarregado de organizar eleições livres e transparentes naquele país.

No país, que vive uma grave crise política, económica e humanitária, residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

Lusa