Crise na Venezuela

Chile e Peru reiteram apoio a Juan Guaidó

Carlos Garcia Rawlins

Ambos os países apelam a uma transição pacifica.

O Chile e o Peru reiteraram hoje o seu apoio ao autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, que pediu aos civis e aos militares para se manifestarem e o apoiarem para retirar Nicolás Maduro do poder.

"Reiteramos o nosso total apoio ao Presidente Guaidó e à democracia na Venezuela", escreveu o presidente chileno, Sebastián Piñera, na sua conta da rede social Twitter.

"A ditadura de Maduro deve terminar com a força pacífica, e dentro da Constituição, do povo venezuelano. Assim irá restaurar as liberdades, a democracia, os direitos humanos e o progresso na Venezuela", acrescentou Piñera.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Chile, por sua vez, indicou que está a acompanhar de perto os acontecimentos na Venezuela, principalmente em torno da base de La Carlota, a leste de Caracas, onde Guaidó anunciou que os militares estão agora do seu lado.

Também o Peru, por intermédio, do Ministério do Negócios Estrangeiros, indicou que o Governo peruano apoia "totalmente" Juan Guaidó "na sua luta pela recuperação da democracia na Venezuela" acompanhando de perto a situação do país com o Grupo de Lima.

Numa mensagem da rede social Twitter, o Ministério salientou que "o regime usurpador e ditatorial de (Nicolás) Maduro deve chegar ao fim".

"O Peru e o Grupo de Lima estão a acompanhar de perto a situação na Venezuela com vista a convocar uma reunião de emergência", acrescentou a mesma fonte.

O Governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou hoje estar a enfrentar um golpe de Estado de "um reduzido grupo de militares traidores" que estão a ser neutralizados.

A mensagem surgiu momentos depois de o Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, ter anunciado que os militares deram "finalmente de vez o passo" para acompanhá-lo e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro.

"O 01 de maio, o fim definitivo de usurpação começou hoje", disse Guaidó num vídeo publicado na sua conta na rede social Twitter, no qual se pode ver o Presidente interino com um grupo de soldados na base de La Carlota, a leste de Caracas.

Lusa

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