Crise na Venezuela

Confrontos nas ruas de Caracas

Carlos Garcia Rawlins

Militares fiéis a Nicolás Maduro disseram que o golpe de Estado na Venezuela tem como "propósito claro" derrotar um Governo "legitimo", e que se for preciso, serão usadas as armas.

19:26 - O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que não há portugueses com a sua segurança em perigo na Venezuela, segundo as últimas informações que recebeu da Embaixada de Portugal em Caracas.

Os momentos de tensão vividos na Venezuela

17:40 - Militares venezuelanos tentaram dispersar violentamente centenas de pessoas concentradas na autoestrada Francisco Fajardo, junto da Base Área de La Carlota, em apoio a Juan Guaidó. O vídeo mostra o momento em que um veículo militar atropela os manifestantes em Caracas.

17:30 - O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, manifestou a sua solidariedade ao povo da Venezuela, considerando o seu homólogo venezuelano um ditador, que escraviza a sua própria população.

17:20 - Um grupo de militares fiéis a Nicolás Maduro disse que o golpe de Estado na Venezuela é uma "guerra híbrida", que tem como "propósito claro" derrotar um Governo "legitimo e eleito pelo povo", e que se for preciso, serão usadas as armas.

16:34 - O Chile e o Peru reiteraram o seu apoio a Juan Guaidó.

"Reiteramos o nosso total apoio ao Presidente Guaidó e à democracia na Venezuela", escreveu o presidente chileno, Sebastián Piñera, na sua conta da rede social Twitter.

"A ditadura de Maduro deve terminar com a força pacífica, e dentro da Constituição, do povo venezuelano. Assim irá restaurar as liberdades, a democracia, os direitos humanos e o progresso na Venezuela", acrescentou Piñera.

16:19 - O Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, apelou para uma "solução pacífica" da crise na Venezuela.

"É muito clara a nossa posição, desejamos que haja diálogo, que se respeitem os direitos humanos, que não se aposte na violência em todos os países do mundo, porque o respeito pelos direitos dos outros é a paz."

15:54 - Juan Guaidó discursa na Praça Altamira e volta a apelar ao povo para ir para a rua.

15:29 - O dirigente da oposição na Venezuela, Leopoldo López assegurou que o grupo de políticos e militares que se rebelou esta madrugada contra o Presidente Nicolás Maduro manteve contactos com altos responsáveis governamentais.

15:29 - O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, convocou uma reunião de emergência para discutir a situação na Venezuela, anunciou o vice-Presidente.

15h17 - Nicolás Maduro reagiu no Twitter ao Golpe de Estado: "Nervos de aço! Falei com os comandantes de todos os REDIs e ZODI do país, que manifestaram a sua total lealdade ao povo, à constituição e à pátria. Apelo ao máximo de mobilização popular para garantir a vitória da paz. Venceremos!"

14h59 - Argentina "saúda com expectativa" libertação de Leopoldo López levada a cabo por militares em obediência ao Presidente Juan Guaidó".

14h31 - Espanha apela ao Governo Venezuelano para evitar um banho de sangue.

14h26 - Ministro da Defesa da Venezuela relata "normalidade" nos quartéis. Vladimir Padrino garante que os quartéis do país estão a funcionar com "normalidade" e repudiou a declaração "golpista" do autoproclamado Presidente interino, Juan Guaidó.

14h21 - Bolsa de Valores de Caracas anunciou no Twitter que suspendeu todas as atividades.

14h18 - Agência Efe noticia que pelo menos uma pessoa ficou ferida por causas ainda desconhecidas frente à base militar venezuelana de La Carlota.

13h58 - o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, escreveu uma mensagem de apoio ao povo venezuelano no Twitter: "Os Estados Unidos estão com o povo da Venezuela". Já Cuba fez saber que rejeita o "movimento golpista que pretende encher de violência a Venezuela".

14h06 - Governo português pré-ativou mecanismos de apoio aos portugueses e luso-descendentes que vivem na Venezuela.

13h53 - Testemunhas citadas pela agência Reuters garantem ter ouvido tiros junto à base aérea de Carlota depois de Juan Guaidó ter dito, num comício improvisado, que as tropas juntaram-se a ele para derrubar Nicolás Maduro.

13h08 - O Presidente da Bolívia, Evo Morales, condena "energicamente a tentativa de golpe de Estado na Venezuela". Há uma estação de televisão venezuelana a emitir em direto, a TV Venezuela Notícias, o que se está a passar nas ruas de Caracas.

13h07 - Assembleia Constituinte da Venezuela pede o apoio dos chavistas.

12h41 - Governo de Nicolás Maduro afirma estar a enfrentar um golpe de Estado e pede ao povo "para se manter em alerta máximo para, junto com as gloriosas Forças Armadas Bolivariana, derrotar esta tentativa de golpe.

12h31 - Google e redes sociais bloqueadas em Caracas. Membros da Guarda Oficial de Aviação, Serviços de Inteligência e a polícia estão a usar faixas azuis no braço direito para se diferenciarem e mostrarem que estão do lado de Juan Guaidó.

Ariana Cubillos

12h18 - De acordo com a agência Reuters foram lançadas granadas de gás lacrimogéneo em direção a Juan Guaidó que se mantém na base aérea da Carlota, acompanhado de cerca de 70 militares.

12h14 - "Não acreditamos que Maduro ceda à tentativa de golpe de Estado em curso na Venezuela". O comentário de Christian Hohn, líder da Venexos, a Associação de Venezuelanos em Lisboa.

12h08 - Leopoldo López, antigo líder da oposição ao chavismo e que se encontrava em prisão domiciliária há cinco anos, foi libertado pelos militares e aparece ao lado de Guaidó na base aérea da Carlota, nos arredores de Caracas.

Carlos Garcia Rawlins

12h00 - Na Venezuela está em curso um golpe contra o regime de Nicolás Maduro. O autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, anunciou no Twitter que está em curso a "Operação Liberdade" que conta com o apoio dos comandos militares.

No vídeo, publicado no Twitter, Guaidó aparece rodeado de militares que "responderam à chamdada" para pôr em marcha a fase final da "Operação Liberdade".

Os militares deram "finalmente e de vez o passo" para acompanhá-lo e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro.


"O 01 de maio, o fim definitivo de usurpação começou hoje. São muitos os militares. A família militar de uma vez (por todas) deu o passo. A todos aqueles que estão a ouvir-nos: é o momento, o momento é agora, não só de calma, mas de coragem e sanidade para que chegue a sanidade à Venezuela. Deus os abençoe, estamos a avançar. Vamos recuperar a democracia e a liberdade na Venezuela"

Nesse vídeo, Juan Guaidó chamou às ruas todos os venezuelanos que nas últimas semanas se comprometeram a demonstrar nas ruas que exigem a saída de Nicolas Maduro, Presidente e chefe de Governo contestado.


"Contamos com o povo da Venezuela de hoje, as forças armadas estão claramente do lado das pessoas, estão do lado da Constituição, leais ao povo da Venezuela, às suas famílias, ao futuro, ao progresso", disse Guaidó.

O Ministro da Informação, Jorge Rodriguez, diz que há "um pequeno grupo de traidores" a tentar um golpe.

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