Crise na Venezuela

Espanha pede que seja evitado derramamento de sangue na Venezuela

Carlos Garcia Rawlins

O executivo espanhol desconhecia os passos do Presidente interino Juan Guaidó.

O governo espanhol expressou hoje apoio ao "processo democrático pacífico" na Venezuela, desejando que não ocorra "derramamento de sangue", referindo-se ao apelo de Guaidó dirigido aos militares.

A porta-voz do governo de Pedro Sánchez, Isabel Celaá, afirmou, numa conferência de imprensa, que o Executivo de Madrid desconhecia os movimentos do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

A porta-voz era questionada na conferência de imprensa do Conselho de Ministros depois de Juan Guaidó (reconhecido como presidente interino da Venezuela por meia centena de Estados) ter anunciado que "a família militar deu, de uma vez por todas, o passo" para o "fim definitivo da usurpação" que Nicolás Maduro faz do governo de Caracas.

Celaá assinalou que Espanha defende a realização imediata de eleições na Venezuela e acrescentou que Pedro Sánchez acompanha de perto os acontecimentos no país.

O Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou hoje que os militares deram "finalmente e de vez o passo" para acompanhá-lo e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro.

"O 01 de maio, o fim definitivo de usurpação, começou hoje", disse Guaidó num vídeo publicado na sua conta na rede social Twitter, no qual se pode ver o Presidente interino com um grupo de soldados na base de La Carlota, a leste de Caracas.

"São muitos os militares. A família militar de uma vez (por todas) deu o passo. A todos aqueles que estão a ouvir-nos: é o momento, o momento é agora, não só de calma, mas de coragem e sanidade para que chegue a sanidade à Venezuela. Deus os abençoe, estamos a avançar. Vamos recuperar a democracia e a liberdade na Venezuela", referiu Guaidó.

Nesse vídeo, Juan Guaidó chamou às ruas todos os venezuelanos que nas últimas semanas se comprometeram a demonstrar nas ruas que exigem a saída de Nicolas Maduro, Presidente e chefe de Governo contestado.

"Contamos com o povo da Venezuela de hoje, as forças armadas estão claramente do lado das pessoas, estão do lado da Constituição, leais ao povo da Venezuela, às suas famílias, ao futuro, ao progresso", disse Guaidó.

"Hoje, como Presidente da Venezuela, como legítimo comandante-em-chefe das forças armadas, convoco todos os soldados, toda a família militar, para se juntar a nós neste gesto, como sempre temos feito no âmbito da Constituição, no quadro da luta não violenta", garantiu no vídeo em que aparece acompanhado pelo líder da oposição Leopoldo López.

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