Crise na Venezuela

Governo responsabiliza Guaidó se houver "banho de sangue" na Venezuela

Carlos Garcia Rawlins

O ministro da Defesa revelou que o chefe de operações de um ramo militar fiel a Nicolás Maduro foi ferido por uma bala, responsabilizando a oposição por este ato.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, responsabilizou hoje a oposição ao regime de Nicolas Maduro por um possível "banho de sangue", após o levantamento militar liderado pelo autoproclamado Presidente interino, Juan Guaidó.

"Responsabilizo-os por qualquer ato de violência, morte ou banho de sangue", advertiu Vladimir Padrino, durante um discurso na presença do alto comando militar da Venezuela, em Caracas.

Padrino referiu na sua conta de rede social digital Twitter que o coronel Yerzon Jimenez Baez, chefe de operações de um ramo militar fiel a Nicolas Maduro, foi ferido por uma bala, numa autoestrada perto de Caracas, responsabilizando a oposição por este ato.

"Denuncio a violenta agressão a que (Baez) foi sujeito", escreveu Padrino, considerando que estes atos podem agora multiplicar-se e serão responsabilidade da oposição liderada por Juan Guaidó.

O ministro da Defesa tem dito ao longo do dia de hoje que as Forças Armadas continuam "firmemente em defesa do governo legítimo" do Presidente eleito, Nicolas Maduro, como resposta a uma alegação de Juan Guaidó de que tinha os militares do seu lado.

No Twitter, Padrino escreveu que as unidades militares estão "em normalidade", nos quartéis e nas bases militares, contestando os movimentos da oposição.

"São uns cobardes! Permaneceremos firmes na defesa da ordem constitucional e da paz da República, assistidos como estamos pela lei, razão e história", escreveu Padrino, no Twitter.

O líder da oposição e autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, apelou hoje para um pronunciamento militar contra Maduro, e as autoridades norte-americanas emitiram declarações de apoio.

Multidões de apoiantes de Guaidó, incluindo militares, encheram as ruas de Caracas, mas as altas patentes das Forças Armadas dizem manter-se leais a Maduro.

Lusa

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