Crise na Venezuela

Ministro da Defesa da Venezuela relata "normalidade" nos quartéis

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Padrino disse que as forças armadas nacionais bolivarianas (FANB) "permanecem firmes em defesa da Constituição Nacional e de suas autoridades legítimas".

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, disse hoje que os quartéis do país estão a funcionar com "normalidade" e repudiou a declaração "golpista" do autoproclamado Presidente interino, Juan Guaidó.


"Nós rejeitamos este movimento golpista que visa encher o país de violência, e os pseudolíderes políticos que se colocaram na linha de frente desse movimento subversivo têm usado tropas e polícias com armas de guerra numa via pública na cidade para criar ansiedade e terror", disse o ministro.


"São uns covardes (os opositores). Vamos nos manter firmes em defesa da ordem constitucional e da paz na República, apoiados como estamos pela lei, razão e história. Sempre leais, traidores nunca!", observou o ministro.

O Governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou hoje estar a enfrentar um golpe de Estado, de "um reduzido grupo de militares traidores" que estão a ser neutralizados.


A mensagem surgiu momentos depois de o Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, ter anunciado que os militares deram "finalmente e de vez o passo" para acompanhá-lo e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro.


"O 01 de maio, o fim definitivo de usurpação começou hoje", disse Guaidó num vídeo publicado na sua conta na rede social Twitter, no qual se pode ver o Presidente interino com um grupo de soldados na base de La Carlota, a leste de Caracas.


As forças de segurança da Venezuela leais ao Governo de Nicolás Maduro têm estado a lançar gás lacrimogéneo contra Guaidó e os militares que o acompanham, segundo testemunhas citadas pela agência espanhola Efe.


O presidente da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), Diosdado Cabello, instou os apoiantes 'chavistas' a irem ao palácio presidencial de Miraflores para "defender" a revolução.

Lusa

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