Crise na Venezuela

Pelo menos 69 feridos nos protestos registados em Caracas

Miguel Gutierrez

Juan Guaidó desencadeou um ato de força contra o regime do Presidente Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

Pelo menos 69 pessoas ficaram feridas nos protestos registados hoje em Caracas depois da ação de força desencadeada pelo autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido como tal por 50 países, anunciaram fontes médico-sanitárias.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, desencadeou hoje de madrugada um ato de força contra o regime do Presidente Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

O regime ripostou considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado. Não houve, durante o dia, progressos na situação, que continua dominada pelo regime.

Apesar de Guaidó ter afirmado ao longo do dia que tinha os militares do seu lado, nenhuma unidade militar aderiu à iniciativa nem se confirmou qualquer deserção de altas patentes militares fiéis a Nicolás Maduro.

Entretanto, o opositor venezuelano Leopoldo López e a sua família estão na Embaixada do Chile em Caracas, onde, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros chileno, entraram como "convidados".

Leopoldo López, que cumpria uma pena de cerca de 14 anos em regime de prisão domiciliária, foi hoje libertado e surgiu junto do autoproclamado Presidente da Venezuela, Juan Guaidó.

Alguns utilizadores indicaram, ao longo do dia, que perderam o acesso a redes sociais (como o Twitter, o YouTube ou o Facebook), enquanto as comunicações telefónicas estiveram muitas vezes interrompidas.

Face à situação que se vive na Venezuela, o Governo português já indicou que, até ao início da noite em Portugal, não havia registo de problemas com a comunidade portuguesa.

Lusa