Crise na Venezuela

União Europeia atenta ao golpe de Estado na Venezuela

Carlos Garcia Rawlins

A União Europeia (UE) está a acompanhar o desenvolvimento da situação na Venezuela e abstém-se "para já" de fazer qualquer comentário, disse hoje a porta-voz comunitária para os Negócios Estrangeiros, Maja Kocijancic.


Questionada sobre a evolução da situação, a porta-voz da Alta Representante para a Política Externa da UE, Federica Mogherini, adiantou que a informação está a ser acompanhada pela UE e "para já" não haverá qualquer reação europeia sem se conhecerem todos os detalhes.
"Reiteramos a nossa posição de apoiar uma solução política e pacífica para a crise na Venezuela, nomeadamente com a organização de eleições livres", disse Kocijancic.


A porta-voz salientou que decorrem contactos com os Estados-membros e entre as instituições europeias e confirmou os dias 06 e 07 de maio como a data prevista para a reunião do Grupo de Contacto para a Venezuela, a nível ministerial na Costa Rica, e na qual Mogherini participará.
O Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou hoje que os militares deram "finalmente de vez o passo" para acompanhá-lo e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro.


"O 01 de maio, o fim definitivo de usurpação começou hoje", disse Guaidó, num vídeo publicado na sua conta na rede social Twitter, no qual se pode ver o Presidente interino com um grupo de soldados na base de La Carlota, a leste de Caracas.


"São muitos os militares. A família militar de uma vez (por todas) deu o passo. A todos aqueles que estão a ouvir-nos: é o momento, o momento é agora, não só de calma, mas de coragem e sanidade para que chegue a sanidade à Venezuela. Deus os abençoe, estamos a avançar. Vamos recuperar a democracia e a liberdade na Venezuela", referiu Guaidó.

Lusa

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