Crise na Venezuela

EUA exigem "libertação imediata" de vice-presidente do Parlamento da Venezuela

POOL New

Mike Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos, diz que se trata de um "ataque à independência do poder legislativo democraticamente eleito".


"Este é um ataque à independência do poder legislativo democraticamente eleito no país, e faz parte dos constantes ataques do regime [do Presidente Nicolás] Maduro para esmagar o livre debate na Venezuela", declarou Pompeo, em comunicado.


O chefe da diplomacia norte-americana salientou que a "detenção arbitrária" do vice-presidente do Parlamento é "um ato inaceitável e ilegal que reflete mais uma vez a repressão do regime de Maduro".


"Zambrano deve ser libertado imediatamente", reiterou.


Ao fim do dia de quarta-feira, Zambrano foi detido por funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência da Venezuela (Sebin, serviços secretos) quando se encontrava dentro do seu carro, à porta da sede do partido Ação Democrática, em Caracas.


Como se recusou a sair do carro, a polícia rebocou o carro para a prisão do Sebin, denominada Helicoide.


A declaração de Mike Pompeo surge um dia depois de um aviso da embaixada virtual dos EUA em Caracas, que prometeu, numa mensagem publicada no Twitter, que "haverá consequências" se o parlamentar não for libertado.


"A detenção arbitrária de Edgar Zambrano pelas forças de segurança opressivas de [Notes:Nicolás] Maduro é ilegal e imperdoável", escreveu na quarta-feira a embaixada, cuja sede está na capital norte-americana.


"Se ele não for libertado imediatamente, haverá consequências", advertiu. A conta oficial da embaixada naquela rede social é administrada pelo Departamento de Estado norte-americano, a partir de Washington.

Lusa