Crise no Sporting

Mesa da AG responsabiliza direção do Sporting por não se ter chegado a outra solução

A Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Sporting responsabiliza a direção do clube por não ser ter encontrado uma outra solução que não a marcação de uma Assembleia Geral Extraordinária para a destituição dos membros do Conselho Directivo.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a propósito da reunião dos órgãos sociais de quinta-feira, a MAG sportinguista refere que "constatou a insistente rejeição" da solução que passava pela demissão de Bruno de Carvalho e membros do Conselho Diretivo e marcação de eleições para o início de setembro.

Essa solução "teria evitado qualquer hiato na gestão do clube e mais teria contribuído para limitar os danos resultantes da situação de instabilidade criada nos últimos meses", refere o comunicado.

Para a MAG, "é inequivoca a situação de profunda instabilidade e crescente divisão e a necessidade de, o mais rapidamente possível, repor a normalidade e a coesão do mesmo", reiterando que "apenas os sócios têm plena legitimidade para apurar a responsabilidade por esta situação e determinar a solução mais adequada".

No comunicado também se lamenta, nomeadamente, "as ameaças e o ambiente intimidatório criado a que foram sujeitos" os elementos da MAG demissionária e também do Conselho Fiscal e Disciplinar "nas próprias instalações do clube".

"Estes factos são inaceitáveis e não correspondem à história do Sporting Clube de Portugal. A Mesa da Assembleia Geral continuará sempre a agir no sentido de respeitar essa mesma história e promover sempre a união entre todos os verdadeiros sportinguistas", refere ainda o comunicado da MAG.

Da reunião de quinta-feira dos órgãos sociais, para procurar encontrar soluções para a crise no clube verde e branco, resultou a marcação de uma assembleia para destituição de Bruno Carvalho e restante Conselho Directivo, agendada para o dia 23 de junho.

Bruno de Carvalho, ao mesmo tempo que afasta o quadro de demissão, anunciou ainda na quinta-feira que ia impugnar essa marcação de Assembleia Geral Extraordinária, que considera irregular.

A crise que se vive no Sporting iniciou-se no dia 15 de maio, quando cerca de 40 alegados adeptos encapuzados invadiram a Academia do Sporting, em Alcochete, e agrediram alguns jogadores e elementos da equipa técnica.

A GNR deteve 23 dos atacantes, que ficaram em prisão preventiva depois de terem sido ouvidos no tribunal de instrução criminal do Barreiro.

Paralelamente, no âmbito de uma investigação do Ministério Público sobre alegados atos de tentativa de viciação de resultados em jogos de andebol e futebol, tendo como objetivo o favorecimento do Sporting, foram constituídos sete arguidos, incluindo o 'team manager' do clube, André Geraldes.

Na sequência destes acontecimentos, os elementos da Mesa da Assembleia Geral, a maioria dos membros do Conselho Fiscal e parte da direção apresentaram a sua demissão, defendendo que Bruno de Carvalho não tinha condições para permanecer no cargo.

De seguida realizaram-se duas reuniões entre a Mesa e membros do Conselho Fiscal com o Conselho Diretivo, que culminaram com a decisão, anunciada na quinta-feira, da realização da Assembleia Geral Extraordinária de destiotuição do Conselho Diretivo.

Lusa

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