Ébola

Assassinado membro de equipa de resposta contra o vírus do Ébola na RDCongo

Baz Ratner

Vítima fazia parte de uma equipa de "enterramentos dignos e seguros", de acordo com o Ministério da Saúde da Congo.

Um membro de uma equipa de resposta contra o vírus do Ébola, epidemia que causou já 1.069 mortes no noroeste da República Democrática do Congo (RDCongi), foi assassinado esta quarta-feira em Vuhovi, na província do Kivu do Norte.


A vítima fazia parte de uma equipa de "enterramentos dignos e seguros", de acordo com o Ministério da Saúde da RDCongp, no seu boletim diário sobre a evolução da epidemia, que não acrescentou detalhes sobre o caso nem sobre a identidade dos atacantes.


A ação de contenção do ébola no noroeste do país tem sido interrompida nos últimos meses por ciclos de violência. A região é palco de um conflito em que há mais de uma centena de grupos armados ativos.


No passado dia 19, um epidemiólogo camaronês, enviado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) à cidade de Butembo, na província do Kivu do Norte, foi assassinado num ataque armado a um hospital levado a cabo por homens não identificados.


Estes atos de violência dificultam os esforços para a contenção da propagação da epidemia, a mais mortífera na história da RDCongo e a primeira localizada numa zona de conflito armado, onde grande parte da população desconfia tanto das autoridades quanto do pessoal das equipas sanitárias deslocadas.


As equipas sanitárias têm sido impedidas de desenvolver as suas atividades, entre as quais a busca ativa de novos contágios ou a realização de funerais seguros de vítimas da doença, desde há cinco dias em cidades como Butembo, devido aos confrontos entre o exército e grupos rebeldes.


As autoridades sanitárias da República Democrática do Congo anunciaram que esperam "um aumento" do número de mortes e de contágios, que ascendiam a 1.600 casos em 07 de maio, devido à interrupção intermitente das atividades de resposta à epidemia.

Lusa

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