Ébola

Ébola faz segunda vítima no Uganda, saindo das fronteiras da RD Congo

MELANIE ATUREEBE / EPA

OMS reúne-se hoje para decidir se declara estado de emergência mundial.

O Comité de Emergência da OMS reúne-se hoje em Genebra para averiguar se o surto de Ébola na República Democrática do Congo (RD Congo) constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional depois de duas mortes no país vizinho.

O encontro daquele comité da Organização Mundial de Saúde (OMS) é o terceiro desde que foi decretado o surto de Ébola pelo Ministério da Saúde da RDCongo, a 1 de agosto de 2018.

Surge depois de ter sido registada a segunda vítima mortal do vírus fora do país, no vizinho Uganda, e quando as vítimas mortais em território congolês se aproximam das 1.400, a um ritmo semanal de cerca de 40 óbitos.

De acordo com o Ministério da Saúde congolês, o surto naquele país já matou pelo menos 1.390 pessoas, tornando-o no segundo mais mortífero de sempre.

Dois mortos da mesma família no Uganda

Uma avó e um neto de 5 anos morreram quarta-feira em Bwera, distrito de Kasese, que faz fronteira com a RD Congo. A família está dividida entre os dois países e circulam livremente entre a fronteira. Os outros elementos estão de quarentena.

"Neste momento não há mais casos confirmados de Ébola no Uganda (...) estes três casos suspeitos permanecem em isolamento no hospital de Bwera", aifmou em comunicado o Ministério da Saúde do Uganda.

Segundo a OMS, o Uganda já vacinou perto de 4700 pessoas com profissões ligadas à Saúde com uma vacina experimental.

O vírus transmite-se ao ser humano por contacto com animais infectados - normalmente quando os cortam, cozinham ou comem - ou através do contacto com fluidos corporais de pessoas infectadas.

UE dá mais 5 M€ para combate à epidemia de Ébola

Ontem a União Europeia (UE) aprovou uma nova verba de cinco milhões de euros à República Democrática do Congo para o combate à maior epidemia de Ébola, totalizando, desde agosto de 2018, 17 milhões de euros.

O novo financiamento de cinco milhões de euros será canalizado através da Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras entidades no terreno que assegurem o acesso das pessoas aos cuidados e medidas de prevenção de contágio, bem como a proteção social e alimentar dos sobreviventes e suas famílias.