Europeias 2019

Britânicos e holandeses são hoje os primeiros a votar nas europeias

Toby Melville / Reuters

As eleições para o Parlamento Europeu decorrem entre 23 e 26 de maio nos 28 Estados-membros.

Cerca de 360 milhões de cidadãos europeus vão poder votar, entre 23 e 26 de maio, para escolher os seus representantes no próximo Parlamento Europeu.

A data varia consoante os Estados-membros, uma vez que cabe aos Governos nacionais fixar o dia de realização do escrutínio.

Com o Brexit ainda sem acordo, os britânicos ainda vão às urnas nestas eleições para escolher os seus 73 representantes no Parlamento Europeu.

  • A Holanda e o Reino Unido são os dois primeiros Estados-membros a ir a eleições esta quinta-feira, 23 de maio.
  • Irlanda e República Checa votam a 24 de maio, sendo que nesta última o voto prolonga-se por dois dias, entre 24 e 25 de maio.
  • Letónia, Malta, Eslováquia e República Checa votam a a 25 de maio.
  • A 26 de maio votam todos os outros, incluindo Portugal.

751 eurodeputados a eleger

Cada Estado-membro elege um número fixo de deputados ao Parlamento Europeu, entre seis, no caso de Malta, Luxemburgo, Chipre e Estónia, e 96, no caso da Alemanha.

Portugal elege 21 eurodeputados, o mesmo número das eleições de 2014.

Quando saírem os 73 eurodeputados britânicos

Quando o Brexit se efetivar, e com a saída dos 73 deputados britânicos, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu concordaram com uma redução dos deputados de 751 para 705 lugares.

Os lugares deixados vagos pelo Reino Unido serão reafetados a países que se encontram sub-representados, caso de França e Espanha (ganham cinco, para chegar aos 79 e aos 59, respetivamente).

Itália e Holanda, com três, e Irlanda, com mais dois eurodeputados, são os outros beneficiados, numa lista em que Polónia, Roménia, Dinamarca, Suécia, Áustria, Eslováquia, Finlândia, Hungria e Estónia conquistam um eurodeputado cada.

Reuters

Holanda, uma das incógnitas destas eleições

As eleições na Holanda são seguidas com atenção na Europa, já que o impulso populista esperado neste escrutínio poderá começar neste país, onde um partido eurocético, anti-imigração e cético quanto às questões climáticas lidera as sondagens.

Recentes projeções apontam que o VVD do primeiro-ministro Mark Rutte está numa luta renhida com o Fórum pela Democracia (FvD), partido liderado por Thierry Baudet, o novo rosto da direita populista holandesa, para ser a força política mais votada nas europeias na Holanda (um dos países fundadores do bloco europeu).

Defensor de um potencial Nexit (a saída da Holanda da UE), Baudet é conhecido por ter um discurso dirigido às elites e por afirmações polémicas sobre a imigração, a igualdade entre homens e mulheres ou as alterações climáticas.