Europeias 2019

PPE pronto para negociar "situação estável a partir do centro"

"Quero salientar a participação nestas eleições, que é boa para a democracia europeia", afirmou Esther de Lange, vice-presidente do PPE.

O Partido Popular Europeu (PPE) classificou este domingo a participação nas eleições europeias, que foi a maior em 20 anos na União Europeia (UE), como "boa para a democracia", garantindo estar "pronto" para negociar uma "situação estável" ao centro.

"Quero salientar a participação nestas eleições, que é boa para a democracia europeia", afirmou Esther de Lange, vice-presidente do PPE, falando no Parlamento Europeu, em Bruxelas, nas primeiras reações da noite eleitoral.

Segundo os cálculos do Parlamento Europeu, a participação no conjunto dos Estados-membros, com exceção do Reino Unido, terá ficado próxima dos 51%, a maior desde 1999, tendência não registada em Portugal.

"Tenho de ser muito cautelosa com os números, mas parece que o PPE tem uma grande oportunidade de ser o maior grupo", acrescentou Esther de Lange, reconhecendo, porém, "a fragmentação ao centro".

A responsável defendeu, por isso, a necessidade de "trabalhar a partir do centro para conseguir uma situação estável".

"Sentimos que é responsabilidade do PPE, como maior grupo, liderar as negociações e criar estabilidade e soluções europeias. É isso que os nossos eleitores esperam", notou Esther de Lange.

Segundo a vice-presidente do PPE, o partido está "pronto para negociar a partir de amanhã [segunda-feira] , em termos de conteúdo e de candidatos". "Precisamos de uma maioria forte e não de apenas um candidato", adiantou.

O Partido Popular Europeu deverá manter-se como a principal força política europeia, apesar de poder perder 40 deputados, passando a 173, segundo uma primeira estimativa do Parlamento Europeu.

De acordo com esta projeção preliminar, que tem em conta sondagens à boca das urnas em 16 Estados-membros e projeções nos restantes 12, os socialistas europeus deverão continuar como segunda força na assembleia europeia, mas perdendo também cerca de 40 assentos, passando a contar com 147 eurodeputados.

Na ocasião, Esther de Lange foi ainda questionada sobre a situação do partido conservador húngaro (Fidesz) no PPE, após ter sido suspenso há dois meses e cujo futuro permanece em dúvida.Sobre isto, a responsável afirmou: "Nesta fase do processo, trabalhamos com que temos".

Lusa