Eleições Legislativas

Legislativas: “as maiorias absolutas são um porto de abrigo da grande corrupção”

22.01.2022 00:17

A coordenadora do bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, com o cabeça de lista por Coimbra, José Manuel Pureza (D), no final do comício de campanha para as eleições legislativas de 2022, no Convento São Francisco, em Coimbra, 21 de janeiro de 2022. Mais de 10 milhões de eleitores residentes em Portugal e no estrangeiro constam dos cadernos eleitorais para a escolha dos 230 deputados à Assembleia da República.PAULO NOVAIS/LUSA

Quem o diz é o deputado do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza.

O deputado do BE José Manuel Pureza avisou esta noite que “as maiorias absolutas são um porto de abrigo da grande corrupção”, pedindo aos portugueses que se lembrem do antigo ministro Manuel Pinho na hora de votar.

No comício de Coimbra, distrito pelo qual é de novo cabeça de lista, José Manuel Pureza subiu ao púlpito do Convento de São Francisco – onde em 2018 foi apresentado o livro “Salvar o SNS” de João Semedo e António Arnaut – depois da eurodeputada Marisa Matias e antes da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins.

O foco da intervenção de Pureza foi a corrupção, pretendendo o deputado do BE falar da “corrupção a sério, daquela que tem gravata e surripia milhões” e que “a extrema-direita ajuda a manter na sombra”, recordando o caso das barragens que envolve o antigo ministro da Economia de José Sócrates, Manuel Pinho.

“Nestas eleições também vamos decidir de que lado é que estamos face às condições políticas em que alta corrupção se sente como peixe na água”, avisou.

Por isso, no momento de votar, o deputado do BE pediu para que os portugueses se lembrem de Manuel Pinho, “ministro de um Governo de maioria absoluta que o deixou absolutamente livre para beneficiar ilicitamente os grandes e se beneficiar grandemente com isso”.

“As maiorias absolutas são um porto de abrigo da grande corrupção. Nestas eleições nós também vamos decidir se é desse lado que estamos ou se rejeitamos esse lado em nome de uma democracia”, afirmou.

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