Eleições no Brasil

Carta "Em Defesa da Democracia e da Justiça" foi lida publicamente em vários estados do Brasil

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Nos discursos, foram lembrados os mortos da ditadura e sublinhado o respeito pelo sistema eleitoral brasileiro.

Quase um milhão de brasileiros subscreveu uma carta em defesa da democracia do Brasil. O texto foi lido em público, esta quinta-feira, em vários pontos do país, com destaque para a cidade de São Paulo. O protesto decorre a menos de dois meses da eleição Presidencial no Brasil.

Já passava das 09:00 (13:00, em Lisboa) quando começou a ser lida a carta “Em Defesa da Democracia e da Justiça”. No salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, o ex-ministro José Carlos Dias deu voz ao documento organizado por várias entidades.

Os discursos recordaram os mortos na ditadura, tendo também ficado marcados pela cobrança da manutenção do Estado democrático de Direito e pelo respeito ao sistema eleitoral brasileiro, que tem vindo a ser ameaçado pelo Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

O evento, que levou uma multidão para o centro da capital paulista foi encerrado com gritos de "Fora, Bolsonaro".

A carta também foi lida em mais 12 estados brasileiros e no Distrito Federal. O documento, que circula há um mês pelo país, já conta com mais de 900 mil assinaturas.

Há exatos 45 anos, outro movimento de convocação da sociedade marcou a história do Brasil: em 1977, ano em que o regime militar brasileiro deu poderes ilimitados ao Presidente da República, a Universidade de São Paulo foi também o palco da leitura de um manifesto em defesa da democracia.

Na vésperas das celebrações do bicentenário da independência do Brasil, o correspondente brasileiro na Europa do UOL Jamil Chade publicou uma carta aberta dirigida a Marcelo Rebelo de Sousa. Em causa está a decisão de aceitar o convite de Bolsonaro para viajar e participar no evento.

No documento, o jornalista avisa o Presidente português que a presença dele no evento será amplamente manipulada e aproveitada pela campanha eleitoral de Bolsonaro. Jamil Chade diz que ainda é o momento para Marcelo tomar uma posição, pedindo que desista da viagem.

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