Eleições nos EUA

Campanha de Trump volta a publicar vídeo que levou Twitter a bloquear conta temporariamente

Carlos Barria

Twitter tinha bloqueado temporariamente as publicações na conta da campanha eleitoral de Donald Trump, alegando que tinha violado as regras da rede social.

O Twitter restringiu temporariamente a conta da campanha eleitoral de Donald Trump de fazer publicações.

Em causa estaria um vídeo partilhado sobre o filho de Joe Biden que, segundo a rede social, violava a política de publicação de informação privada. A condição para poder voltar a publicar era eliminar o vídeo.

No entanto, a conta da campanha de Trump não tardou em republicar o vídeo: "Estamos de volta e publicamos outra vez o vídeo que o Twitter não queria que vissem", lê-se na descrição.

O vídeo refere-se a uma história publicada pelo New York Post, na quarta-feira, que continha detalhes sobre negociações comerciais de Hunter Biden, filho de Joe Biden, com uma companhia de energia ucraniana, onde constava que o ex-vice-Presidente se tinha encontrado com um consultor dessa empresa.

Na legenda do vídeo, tanto no que foi apagado como no que foi outra vez publicado, Biden era acusado de ser "um mentiroso" que está a "roubar" os EUA "há anos".

"Joe Biden é um mentiroso que está a roubar o nosso país há anos."

O Facebook e o Twitter tinha tomado medidas pró-ativas de forma a limitar a divulgação da história do New York Post ao impedir a publicação na página, porém a campanha do candidato republicano conseguiu contornar a situação.

Restrições semelhantes foram impostas também à conta de Kayleigh McEnany, secretária de imprensa da Casa Branca, depois de ter partilhado o vídeo.

A Comissão Judiciária do Senado está a planear enviar uma intimação do CEO do Twitter, Jack Dorsey, sobre o bloqueio que foi feito à conta de campanha de Trump. O envio desta intimação será votado no dia 20 de outubro, informaram Lindsey Graham, presidente do comité e os senadores Ted Cruz e Josh Hawley.