Eleições nos EUA

Eleições nos EUA. Tribunal ordena inspeção aos correios para procurar votos perdidos ou retidos

Mike Blake

Envolvem correios de estados considerados chave para eleições.

Um tribunal federal norte-americano ordenou esta terça-feira uma inspeção minuciosa das instalações de processamento dos Serviços Postais em vários estados, em busca de votos perdidos ou retidos.

A pedido de vários grupos de direitos civis, o juiz federal Emmet G. Sullivan, de Washington, ordenou aos inspetores postais que revistassem mais de duas dúzias de instalações de Correios em busca de votos perdidos ou atrasados e que os enviassem imediatamente.

Envolvem correios de estados considerados chave para eleições

A ordem inclui centros de processamento dos correios em 15 estados, incluindo Florida, Michigan, Pensilvânia, Geórgia, Wisconsin e Carolina do Sul, entre outros estados considerados chave para as eleições de terça-feira nos EUA.

Nesta eleição, o Presidente Donald Trump concorre à reeleição contra o candidato democrata, o antigo vice-presidente Joe Biden, que aparece com vantagem nas sondagens.

Em alguns estados, houve atrasos no processamento dos votos por correio, de acordo com os queixosos, que receiam que os trabalhadores dos correios possam não ser capazes de os entregar a tempo.

Pelo menos 65 milhões de eleitores votaram por correio

De acordo com a organização Projeto para as Eleições dos Estados Unidos ('US Elections Project'), pelo menos 65 milhões de norte-americanos votaram por correio nesta eleição devido à pandemia de covid-19, o que também fez com que outros 36 milhões de eleitores não esperassem pelo dia das eleições para votarem pessoalmente.

De acordo com dados apresentados ao tribunal, o Serviço Postal admitiu que cerca de 300.000 boletins de voto por correio em todo o país foram considerados como tendo sido recebidos mas sem que lhes tivesse sido dada saída.

O extravio desta quantidade de votos, equivalente a metade da população do Wyoming, alarmou as organizações de direitos de voto porque a sua retenção poderia impedi-los de cumprir os prazos para que sejam considerados válidos.

O chefe executivo dos Correios, Louis DeJoy, nomeado pelo Presidente Donald Trump, tomou há alguns meses uma série de medidas que afetaram os prazos de entrega do correio, algo que foi duramente criticado tendo em conta a proximidade das eleições.