Eleições nos EUA

Senadora republicana Susan Collins reeleita no Estado do Maine

Elizabeth Frantz / Reuters

Democratas contavam conquistar este lugar.

A senadora republicana Susan Collins foi reeleita no seu Estado do Maine, e a sua rival democrata, Sara Gideon, já a felicitou hoje.

"Acabo de falar com a senadora Collins, a quem felicitei pela sua vitória nesta eleição", declarou Gideon, durante uma conferência de imprensa.

Por seu lado, Collins agradeceu a Gideon pelo seu telefonema.

Depois da sua vitória, que parecia ameaçada nas sondagens, a republicana conforta as hipóteses do seu campo manter o controlo do Senado.

O candidato democrata às eleições presidenciais dos Estados Unidos, Joe Biden, derrotou no Wisconsin o Presidente Donald Trump, segurando os 10 delegados em causa, recuperando o estado que perdera na votação de 2016.

Segundo a agência Associated Press (AP), as autoridades eleitorais do Wisconsin indicaram que todos os votos pendentes foram já contados, exceto algumas centenas num município e um pequeno número esperado de boletins provisórios.

A campanha de Trump já pediu uma recontagem.

As recontagens estaduais no Wisconsin mudaram historicamente a contagem de votos em apenas algumas centenas de votos, com Biden a liderar por 0,624% em quase 3,3 milhões de votos contados.

A vitória de Biden no Wisconsin permite adicionar mais 10 delegados aos 238 já obtidos para o Colégio eleitoral, enquanto Trump se mantém nos 213.

Para se vencer as eleições será necessário que um dos candidatos atinja os 270 delegados no Colégio eleitoral.

Em que ponto estão os candidatos Donald Trump e Joe Biden na conquista dos votos dos Grandes Eleitores

Os norte-americanos que vão às urnas não decidem diretamente quem vai ser o Presidente. Os candidatos têm de ganhar votos no Colégio Eleitoral.

Com base no número de habitantes, cada estado recebe um certo número de votos no colégio eleitoral.

Biden promete "luta sem tréguas" até que todos os votos sejam contados

O candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, prometeu hoje que lutará "sem tréguas" até que todos os votos sejam contados, apesar da "vontade" de o seu rival, o Presidente cessante, o republicano Donald Trump, interromper a contabilização.

"Não vamos dar tréguas até que todos os votos estejam contados", afirmou, na rede social Twitter, o ex-vice-Presidente de Barack Obama.

Trump denuncia aparecimento de boletins de voto "surpresa" durante a noite

As declarações de Biden e de O'Malley Dillon surgiram pouco depois de Trump ter denunciado, também no Twitter, o aparecimento de boletins de voto "surpresa" em vários "estados chave" que, indicou, lhe estão a retirar a vantagem.

"Ontem [terça-feira] à noite, tinha uma boa vantagem em numerosos 'estados chave'. Depois, um por um, [a vantagem] começou magicamente a desaparecer com a contagem de boletins [de voto] surpresa", escreveu Trump.

A rede social Twitter alerta os utilizadores sobre o conteúdo potencialmente enganoso desta mensagem, tal como já tinha feito a outra publicação em que acusava os democratas de tentarem "roubar a eleição" presidencial.

"Alguns ou todos os conteúdos compartilhados neste Tweet são contestáveis e podem ter informações incorretas sobre como participar de uma eleição ou de outro processo cívico", escreve a rede social na publicação de Donald Trump.

Segundo a agência noticiosa France-Press (AFP), os boletins a que Trump alude são, na verdade, os chegados pelo correio e que começaram a ser contabilizados, num processo que pode demorar vários dias em alguns estados e a agência acrescenta que o candidato republicano não apresentou provas do que afirma.

Já hoje de madrugada, Trump disse na televisão, apesar de os votos estarem ainda por contar, que já tinha sido reeleito, embora os votos ainda estivessem a ser escrutinados, e acusou os democratas, liderados pela candidatura de Joe Biden, de estarem a preparar "uma grande fraude contra a nação" por não ter ainda sido declarado vencedor.

Como é eleito o Presidente dos Estados Unidos da América?

Os norte-americanos que vão às urnas não decidem diretamente quem vai ser o Presidente. Os candidatos têm de ganhar votos no colégio eleitoral.

Com base no número de habitantes, cada estado recebe um certo número de votos no colégio eleitoral.

O vencedor das presidenciais norte-americanas tem de assegurar, no mínimo, 270 dos 538 "grandes eleitores" (uma maioria simples) que compõem o Colégio Eleitoral.

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