Eleições nos EUA

Democratas e republicanos apressam-se para corrigir votos irregulares na Geórgia

Brandon Bell

Estado norte-americano está a recontar os votos.

Advogados de ambos os candidatos presidenciais nos Estados Unidos apressaram-se a encontrar cada pessoa na Geórgia que apresentou irregularidades na votação, para corrigirem a documentação antes do final do prazo que terminou na noite desta sexta-feira.

Segundo noticia a agência AP, a votação naquele Estado pode ser decidida pela margem mínima.

Nas horas antes das 17:00, 22:00 em Lisboa, prazo limite para corrigir a situação, Christin Clatterbuck e Sarah Meng juntaram-se a cerca de 20 outros voluntários que visitaram moradas no condado de Gwinnett, um subúrbio de Atlanta, à procura de eleitores cujos votos foram inicialmente rejeitados, mas que podem ser validades com uma assinatura ou documento de identificação.

Christin Clatterbuck e Sarah Meng à procura dos eleitores.

Christin Clatterbuck e Sarah Meng à procura dos eleitores.

Sudhin Thanawala

Cam Ashling, uma ativista democrata que organizou uma das equipas, deu instruções e utilizou um discurso estimulante.

"Nunca foi mais verdadeiro do que agora, que cada voto conta", gritou, ao lado de uma carrinha cheia de lanches, água e um grande frasco de desinfetante para as mãos.

Clatterbuck e Meng conduziram por bairros suburbanos e passaram por jardins para bater à porta de uma casa em Lilburn, à procura de uma eleitora de 19 anos. O pai, que recebeu o pedido, prometeu ligar-lhe para a universidade.

Outros boletins de voto irregulares foram submetidos por pessoas que não estavam representadas nas listas de eleitores e que tiveram de explicar o porquê.

O número total de boletins de voto irregulares não é conhecido, pois cada um dos 159 condados daquele Estado mantém as sua própria contagem.

A dupla não visitou todas as casas da lista, decidindo, por exemplo, não parar junto a uma casa onde o carro estacionado na garagem tinha um autocolante 'Blue Lives Matter', de apoio às autoridades na sequência do protesto 'Black Lives Matter' contra a brutalidade policial e injustiça racial.

Aquele autocolante poderia indicar que aquele seria um apoiante do presidente republicano Donald Trump.

Em dez visitas a casas, metade dos eleitores disserem ter já corrigido as irregularidades, não tendo os advogados obtido resposta noutras três situações.

Os condados são obrigados a contactar eleitores com votos irregulares para que possam ser corrigidos, e ambos os partidos têm também essas listas e também o fizeram.

"Os eleitores que contactei já tinham sido contactados por quatro pessoas", realçou o deputado democrata Bee Nguyen.

O democrata Joe Biden liderava face ao presidente Donald Trump na Geórgia por cerca de 1.500 votos às 12:00, 17:00 em Lisboa, mas os resultados finais apenas serão conhecidos nos próximos dias. Segundo a lei, um candidato pode solicitar a recontagem de votos se a margem for inferior a meio ponto percentual.

Depois de cada condado certificar o seu total de votos, o Estado irá realizar uma auditoria antes de emitir sua própria certificação. Os condados devem certificar os seus resultados até 13 de novembro, e as autoridades estaduais devem certificá-los até 20 de novembro.

Projeções dos 'media' norte-americanos, atribuem 264 votos de "Grandes Eleitores" do Colégio Eleitoral a Biden e 214 a Trump. Será declarado vencedor o candidato que reunir, pelo menos, 270 votos no Colégio Eleitoral.

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