Eleições nos EUA

NATO felicita Biden, "forte apoiante" da Aliança Atlântica

STEPHANIE LECOCQ

Secretário-geral da NATO sublinhou que a "liderança americana é mais importante do que nunca num mundo imprevisível".

O secretário-geral da NATO felicitou o democrata Joe Biden pela vitória nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, candidato que considerou "forte apoiante" da organização e com quem espera trabalhar para reforçar a ligação transatlântica.

"Saúdo calorosamente a eleição de Joe Biden como o próximo Presidente dos Estados Unidos. Conheço Biden como um forte apoiante da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e das relações transatlânticas", disse Jens Stoltenberg num comunicado, citado pela agência EFE.

O secretário-geral da NATO sublinhou que a "liderança americana é mais importante do que nunca num mundo imprevisível", por isso, assumiu estar "ansioso para trabalhar em estreita colaboração com o presidente eleito Biden, a vice-presidente eleita Kamala Harris e o novo governo para reforçar ainda mais o vínculo entre a América do Norte e a Europa".

Jens Stoltenberg considerou que uma NATO "forte" é importante para ambos os lados e frisou que os aliados necessitam de uma "força coletiva" para enfrentar os inúmeros desafios, incluindo uma Rússia mais firme, o terrorismo internacional, as ameaças cibernéticas ou de mísseis e a mudança no equilíbrio global de poder com a ascensão da China.

"Só podemos estar seguros e ter êxito se enfrentarmos estes desafios juntos", disse o secretário-geral, recordando que os 30 países que integram a NATO representam mil milhões de pessoas e respondem por metade do poder económico e militar mundial.

Durante os seus quatro anos na presidência dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump questionou a própria importância da NATO, uma aliança de defesa mútua estabelecida em 1949, bem como o papel que os Estados Unidos desempenham na Aliança, e acusou duramente os outros parceiros pela pouca contribuição financeira.

Uma segunda presidência do republicano, cuja bandeira é a rejeição das instituições multilaterais, poderia ter sido crítica para a NATO, segundo especialistas citados pela EFE.