Polígrafo

Covid-19. "Os ensaios vão continuar e esta mutações vão ser tidas em conta" 

Helena Freitas, diretora-geral da Sanofi Pasteur Portugal, no Polígrafo SIC. 

Helena Freitas, diretora-geral da Sanofi Pasteur Portugal, disse que esta segunda-feira foi "um dia ótimo para a Europa", devido à aprovação da Comissão Europeia da vacina da Pfizer contra a covid-19, e explicou o porquê do atraso na vacina da Sanofi.

Uma das duas vacinas que a Sanofi Pasteur está a desenvolver contra a covid-19 foi adiada para o quarto trimestre de 2021.

Em entrevista ao Polígrafo/SIC, Helena Freitas explicou que os resultados preliminares, apesar de demonstrarem bons resultados em jovens adultos, não tiveram a mesma eficácia nos adultos mais idosos:

"A eficácia não era aquela que estávamos à espera", revelou a diretora-geral da empresa em Portugal, adiantando que a eficácia foi inferior a 70%.

"Queremos trazer uma vacina que seja para todas as pessoas e, sobretudo, para uma faixa etária de mais sobre com a pandemia"

A Sanofi Pasteur vai fazer um novo ensaio, que começa em fevereiro de 2021. A diretora-geral da empresa em Portugal disse que está confiante que vai ter uma vacina pronta.

"Os nossos investigadores estão muito confiantes"

Helena Freitas confirmou ainda que houve vacinas produzidas que foram desviadas para outros mercados.

Vacina da Gripe

Helena Freitas explicou que, por causa da pandemia, houve uma maior necessidade da vacina da gripe e, por isso, houve falta do medicamento. Adiantou que a Sanofi produziu mais 20% este ano.

"Quando perceberam que havia uma maior necessidade, houve um aumento da produção", esclareceu, dizendo ainda que Portugal teve mais vacinas da gripe em 2020 do que no ano anterior.

Vacina contra a covid-19

A Sanofi Pasteur tem previstas 300 milhões de doses para entregar por toda a Europa.

Sobre a possibilidade de faltar, como no caso da vacina da gripe, Helena Freitas rejeitou a ideia, afirmando que houve um "aumento substancial da capacidade produtiva das empresas".

Nova variante

Em relação à nova variante de foi detetada no Reino Unido e que está a preocupar a Europa, afirmou que não deverá ter impacto nas vacinas em desenvolvimento.

"Os estudos e os ensaios vão continuar e esta mutações vão ser tidas em conta."