Presidenciais

O ataque de Ventura a Marisa Matias

JOSÉ COELHO

"Espécie de Madre Teresa de Calcutá comunista".

O líder do Chega voltou hoje a fazer ataques pessoais aos seus adversários na corrida presidencial, considerando que Marisa Matias protagoniza a "candidatura Marijuana" e chamando-lhe "espécie de Madre Teresa de Calcutá comunista".

Um dia depois de classificar Ana Gomes de "candidata cigana", o que mereceu protestos de associações representativas daquela comunidade, André Ventura veio a terreiro comparar Marisa Matias a Marinho e Pinto e a madre Teresa de Calcutá.

"Ninguém acredita nisto: se for possível defini-la esta é a candidatura Marijuana, pois tem sido esta a grande especialidade do Bloco nos últimos anos. Marisa não fugirá a isto. E os portugueses já não vão na conversa", escreveu André Ventura numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

E o pré-candidato prossegue nas comparações chamando a Marisa Matias "uma espécie de Marinho e Pinto de extrema-esquerda" que "é contra os privilégios dos políticos mas sempre foi contra a redução dos seus salários, e ainda aufere o de deputada europeia".

"Só pode ser piada", acrescentou.

"Já tínhamos a candidata dos subsidiodependentes, e agora temos a protetora dos perseguidos e dos coitadinhos. Uma espécie de Madre Teresa de Calcutá comunista", concluiu.

Marisa Matias: "Eu sou a candidata para fazer campanha contra o medo"

Marisa Matias anunciou esta quarta-feira que vai candidatar-se à Presidência da República para fazer uma campanha contra o medo. Numa primeira declaração, apontou baterias a Marcelo Rebelo de Sousa, que acusa de recolher "o voto dos mandatários das fortunas"

"Estou aqui para vos dizer que serei candidata à Presidência da República", começou por dizer Marisa Matias numa curta sessão de anúncio de candidatura no Largo do Carmo, em Lisboa, perante uma plateia unicamente constituída por profissionais da linha da frente no combate à pandemia e sem figuras do BE.

Marisa Matias explicou que se volta a candidatar ao Palácio de Belém porque para fazer uma "campanha contra o medo", apresentando-se como "socialista, laica e republicana", que vai à luta pelas suas ideias, "ao lado de quem não desiste de Portugal".

A eurodeputada bloquista assumiu-se esta quarta-feira como "candidata frente a frente com Marcelo Rebelo de Sousa" e marcou a diferença em relação ao atual Presidente da República.

"Marcelo quer um regime político assente em mais do mesmo, eu quero um regime que responda à pandemia social e que acabe com os privilégios; ele aceitou um regime financeiro que se foi esvaindo em privatizações e negócios, eu quero uma banca pública de confiança; ele quer um sistema de saúde concedido em parte a hospitais privados, eu quero um Serviço Nacional de Saúde de qualidade para todos porque sei que, quando o comércio entra na Saúde, são os que menos têm que ficam a perder", distinguiu.