Presidenciais

Candidatura de Marisa Matias a Belém. “Quero o meu país vibrante de jovens, de cultura”

Apresentação oficial aconteceu este sábado.

Marisa Matias apresentou este sábado a candidatura oficial à Presidência da República, em Lisboa. Garantiu que vai lutar por empregos seguros em Portugal e por uma democracia forte. Afirmou ainda que quer um país solidário.

A candidata afirmou ainda que "Portugal está aflito", mas defendeu que a crise económica e social não começou com a pandemia de covid-19 e que o próximo Presidente não pode "ser um adorno".

"Esse fatalismo foi vencido e a política mudou em Portugal, mudou na proteção das reformas e pensões, na recuperação dos rendimentos, no desenvolvimento de serviços públicos, impedindo novas privatizações, o país ganhou com o reforço da esquerda e com a mobilização popular. Eu acredito profundamente que a minha candidatura fez parte dessa mudança que quebrou o ciclo da austeridade e que permitiu ao país respirar e recuperar", defendeu.

Na sua declaração, com cerca de 20 minutos, a candidata referiu-se ainda ao atual contexto de crise sanitária, económica e social.

"Os seus efeitos recaem de forma desigual sobre a população, os mais pobres e os esquecidos são sempre as primeiras vítimas, o desemprego é uma praga, a vulnerabilidade cresceu. Em poucas palavras, Portugal está aflito", avisou, salientando que "a pandemia acelerou a crise económica e social, mas não a inventou".

"Não foi a covid que empurrou dezenas de milhares de jovens para cima de bicicletas e motas para serviços de entrega porta a porta, sem contrato e sem direitos. Não foi a covid que criou os lares clandestinos, onde são maltratados tantos idosos. Não foi a covid que inventou a soberba dos patrões que fecham a porta, despedem as trabalhadoras e abrem nova empresa ao lado", apontou.

A eurodeputada Marisa Matias já se tinha apresentado na corrida a Belém em 09 de setembro, numa cerimónia no Largo do Carmo, em Lisboa, nessa ocasião sem figuras do BE.