Presidenciais

Presidenciais. Aliança propõe que votação decorra durante três dias devido à pandemia

A Aliança frisa que cabe ao Estado "criar todos os instrumentos para que nenhum português deixe de votar por receio das condições sanitárias em que as eleições vão decorrer".

A Aliança propôs esta quarta-feira que a votação para as eleições presidenciais do próximo ano decorra ao longo de três dias, por forma a "evitar ajuntamentos nas mesas de voto", anunicou a Comissão Executiva do partido.

Em comunicado, é referido que a Comissão Executiva do partido Aliança defende que "as eleições presidenciais deverão decorrer em três dias, de sexta-feira a domingo, para evitar ajuntamentos nas mesas de voto".

"Na reunião semanal, o órgão de direção política permanente do Aliança considera que os recentes desenvolvimentos da pandemia covid-19 aconselham um redobrado cuidado e prudência na preparação do próximo ato eleitoral, garantindo simultaneamente a desejável participação popular e condições de segurança para os todos os intervenientes, dos eleitores aos membros da assembleia de voto", justifica o partido.

A Aliança frisa que cabe ao Estado "criar todos os instrumentos para que nenhum português deixe de votar por receio das condições sanitárias em que as eleições vão decorrer", até porque "o tempo que medeia pode não possibilitar a implementação de um desejável mecanismo de voto eletrónico que combata a abstenção, através das caixas da rede Multibanco ou de computadores pessoais com uso de senhas de autenticação dos eleitores".

Na ótica do partido, este procedimento "deve ser desenvolvido e divulgado pelo Governo desde já, pois não é aceitável que após a marcação do ato eleitoral se mudem as regras com que todos os candidatos se irão defrontar".

A menos de seis meses do fim do mandato do atual Presidente da República, são já oito os pré-candidatos ao lugar de Marcelo Rebelo de Sousa.

São eles o deputado André Ventura (Chega), o advogado e fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan Gonçalves, o líder do Partido Democrático Republicano (PDR), Bruno Fialho, a eurodeputada e dirigente do BE Marisa Matias, a ex-deputada ao Parlamento Europeu e dirigente do PS Ana Gomes, Vitorino Silva (mais conhecido por Tino de Rans), o ex-militante do CDS Orlando Cruz e a partir desta quarta-feira João Ferreira, do PCP.