Presidenciais

Catarina Martins. Voto da esquerda ajuda a explicar vitória de Marcelo

Bloco de Esquerda faz as contas aos votos perdidos nas presidenciais.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) admitiu este sábado que a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa nas presidenciais de domingo pode ser explicada com a transferência de votos do eleitorado da esquerda para o atual Presidente.

Os eleitores socialistas e dos "partidos à esquerda do PS" foram "a força que quis esta estabilidade de uma vitória folgada à primeira volta de Marcelo Rebelo de Sousa", disse Catarina Martins no final de uma reunião da Mesa Nacional, o principal órgão do BE entre convenções, para analisar os resultados das presidenciais.

Para a líder bloquista, as explicações não são simplistas, mas sim "o que dizem os números", ou seja, que Marcelo Rebelo de Sousa teve mais 100 mil votos do quem em 2016.

Numas eleições, sintetizou, em que votaram menos 500 mil eleitores e em que os candidatos do campo da esquerda "somaram menos 700 mil votos do que há cinco anos" e os de direita viram aumentar o número de votos.

É uma mudança que, admitiu Catarina Martins, deve levar a "uma reflexão" sobre o que significa a vitória de Marcelo que não é só o "garante de estabilidade no meio de uma pandemia", mas também a garantia, por exemplo, que "não vai mudar a lei laboral" e as suas "normas gravosas" do tempo da 'troika'.