Escândalo Volkswagen

Engenheiro da Volkswagen acusado nos Estados Unidos da América

Um engenheiro da Volkswagen, James Liang, foi acusado esta sexta-feira nos Estados Unidos de estar diretamente envolvido no desenvolvimento de um dispositivo que permitiu ao grupo alemão contornar as leis antipoluição norte-americanas, indicou o Ministério da Justiça.

James Liang declarou-se culpado perante um juiz do tribunal de Detroit (Michigan) para evitar julgamento. Em troca vai cooperar com as autoridades que estão a fazer a investigação do caso Volkswagen.

Arrisca-se a uma pena máxima de cinco anos e a uma multa que pode ir até 250 mil dólares, mas a decisão de reconhecer a culpa pode atenuar a pena.

Liang trabalhou de 1983 a 2008 em Wolfsburg na Alemanha, onde se encontra a sede da Volkswagen (VW), de acordo com documentos judiciais. Trata-se da primeira pessoa acusada no âmbito deste caso.

Depois foi transferido para os Estados Unidos, nomeadamente para a Califórnia, para integrar a equipa da VW destinada a preparar e testar os veículos diesel que o grupo queria comercializar em território norte-americano.

Foi essa equipa que deu garantias de conformidade dos referidos veículos com as normas norte-americanas sobre poluição, segundo os documentos.

"Quando trabalhava no avanço do diesel (James) Liang fez parte de uma equipa de engenheiros que desenvolveu o motor +EA 189+ concebido para estar de acordo com as novas regras draconianas norte-americanas em termos de emissões" para estes veículos, segundo a acusação.

O objetivo "desta conspiração era para Liang e outros conspiradores enriquecer e fazer enriquecer ilegalmente a VW", apontam as autoridades dos Estados Unidos.

Em setembro de 2015, a VW admitiu ter manipulado cerca de 11 milhões de veículos em todo o mundo para os fazer passar por menos poluentes do que na realidade são.

Lusa

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