Glifosato: controvérsia persistente

Cidades do mundo inteiro palco de marchas contra empresa Bayer-Monsanto

Benoit Tessier

Em Portugal, está marcada uma manifestação para sábado na Praça dos Poveiros, no Porto.

Ativistas contra os organismos geneticamente modificados vão marchar em cidades de vários continentes, incluindo o Porto, no dia 18 contra a empresa de produtos químicos Bayer-Monsanto.

A marcha, que se realiza desde 2013 em vários países, acontecerá dias depois de um júri norte-americano ter condenado a Monsanto, detida pelo gigante químico Bayer, a pagar uma indemnização no valor de 1,8 mil milhões de euros a um casal que responsabilizou o herbicida Roundup pelo cancro de que sofrem.

Em Portugal, está marcada uma manifestação para sábado na Praça dos Poveiros, no Porto, com percurso planeado até à Praça D. João I, como se lê na página da rede social Facebook 'Stop Monsanto Portugal'.

França, Alemanha, Sérvia, Chipre, Índia, Canadá, Estados Unidos, México, Chile e Austrália estão entre os países onde os ativistas vão protestar contra a atividade da Monsanto e reclamar um novo modelo de exploração agrícola.

"Dirigimo-nos à Monsanto como símbolo das multinacionais agroquímicas", afirmou à agência France Presse a ativista Anastasia Magat, do coletivo francês 'Combat Monsanto', que hoje apresentou a marcha mundial em Paris.

O que os ativistas criticam é "a mercantilização do que é vivo, o ecocídio gerado pelos produtos fitossanitários, as políticas duvidosas do 'lobbying'", declarou.

"Exigimos reparações para as vítimas e reclamamos um outro modelo agrícola", salientou.Anastasia Magat referiu que "fala-se muito de ecologia na campanha para as eleições europeias, mas o tempo das promessas acabou e são precisas ações", nomeadamente deixar de utilizar pesticidas sintéticos, regulamentar o 'lobbying' e indemnizar as vítimas.

Lusa

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