Guerra Rússia-Ucrânia

“São um de nós”: União Europeia quer que Ucrânia seja um Estado-membro 

28.02.2022 14:02

BRUSSELS, BELGIUM – FEBRUARY 27: European Commission President von der Leyen and Representative of the European Union for Foreign Affairs and Security Policy Josep Borrell (not seen) hold a joint press conference on additional measures as Russiaâs attacks on Ukraine entered the fourth day in Brussels, Belgium on February 27, 2022. (Photo by European Commission / Pool/Anadolu Agency via Getty Images)

É mais uma decisão histórica e mais do que um apoio declarado. 

A União Europeia anunciou que quer a Ucrânia como Estado-membro, dizendo que considera o país como pertencendo aos 27. Um anúncio feito depois de Ursula von der Leyen ter dito que a Comissão Europeia vai financiar e fornecer armas letais à Ucrânia e fechar o espaço aéreo à Rússia, impondo também sanções económicas.   

É mais uma decisão histórica e mais do que um apoio declarado. A presidente da Comissão Europeia afirmou que quer que a Ucrânia faça parte da família europeia. Nas palavras de Ursula von der Leyen, “de facto, eles pertencem a nós. Eles são um de nós e nós queremos que eles entrem na UE”

Declarações à Euronews depois da Europa, pela primeira vez, se ter comprometido em financiar a compra de armamento militar para a Ucrânia. 

A Alemanha é um exemplo desta mudança. Desde a Segunda Guerra Mundial que não tinha enviado armamento militar para uma zona de guerra. 

O encerramento do espaço aéreo à aviação russa, que começou país a pais, tornou-se uma decisão concertada da Europa. A União decidiu também retirar os canais estatais russos dos países europeus para bloquear propaganda pró-Putin.  

Ainda esta segunda feira, em Bruxelas, os ministros da Energia da União Europeia vão discutir o impacto da invasão russa à Ucrânia no mercado energético.  

A guerra na Ucrânia tem exigido ao mundo medidas extraordinárias e, com a urgência da escalada, o conselho de segurança da ONU convocou para esta segunda-feira uma reunião na assembleia geral. 

A presidência francesa anunciou também que líderes mundiais, NATO e UE realizam esta segunda-feira uma videoconferência para discutir o conflito e estreitar a coordenação entre aliados e países europeus.

 

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