Guerra Rússia-Ucrânia

Ministério da Defesa do Reino Unido diz que combatentes continuam a resistir em Mariupol

25.04.2022 08:26

MARIUPOL, UKRAINE – MARCH 29: A view of damaged buildings and vehicles after shelling in the Ukrainian city of Mariupol under the control of Russian military and pro-Russian separatists, on March 29, 2022. (Photo by Leon Klein/Anadolu Agency via Getty Images)

A Rússia afirmou ter como objetivo o “controlo total” do sul da Ucrânia e da região oriental de Donbass.

O Ministério da Defesa do Reino Unido disse hoje que os ucranianos entrincheirados no vasto complexo metalúrgico Azovstal em Mariupol, no sudeste da Ucrânia, continuam a resistir, travando a ofensiva russa no Donbass.

“Muitas unidades russas permanecem fixas na cidade e não podem ser redistribuídas”, disse o Ministério, num comunicado publicado na rede social Twitter.

“A defesa de Mariupol pela Ucrânia também esgotou muitas unidades russas e reduziu a eficácia de combate”, acrescentou.

Combatentes e civis ucranianos estão entrincheirados em Azovstal, em Mariupol, uma cidade estratégica largamente controlada pela Rússia, com pouca comida e munições, onde se encontram também “cerca de mil civis, mulheres e crianças” e “centenas de feridos”, de acordo com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O Presidente russo, Vladimir Putin, exigiu a rendição dos últimos combatentes ucranianos em Mariupol, dando instruções ao exército para que sitiasse “a área de tal forma que não passasse uma única mosca”.

A Ucrânia propôs à Rússia conversações junto ao complexo Azovstal, disse o conselheiro de Zelensky, Oleksiy Arestovich, numa conferência de imprensa, no domingo, indicando estar “à espera da resposta” da delegação russa.

A Rússia afirmou ter como objetivo o “controlo total” do sul da Ucrânia e da região oriental de Donbass, por forma a dispor de uma ponte terrestre para a Crimeia (no sul), anexada por Moscovo em 2014.

O Ministério da Defesa britânico acrescentou que, até agora, a Rússia fez apenas “pequenos avanços em algumas áreas desde que mudou o foco para ocupar totalmente o Donbass”.

“Sem apoios logístico e de combate suficientes, a Rússia ainda não alcançou um triunfo significativo”, disse.

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