Guerra Rússia-Ucrânia

Guerra na Ucrânia: Scholz e Macron apelam a um cessar-fogo que permita negociações de paz

epa09936746 German Chancellor Olaf Scholz (R) and French President Emmanuel Macron (L) wave as they leave after posing for the media in front of the Brandenburg Gate, illuminated in the national colors of Ukraine in Berlin, Germany, 09 May 2022. German Chancellor Olaf Scholz received French President Emmanuel Macron earlier at the Chancellery, where they announced, various buildings all over Europe will be illuminated in the Ukraine colors on Monday evening, among them, the Eiffel tower in Paris. EPA/CLEMENS BILAN
epa09936746 German Chancellor Olaf Scholz (R) and French President Emmanuel Macron (L) wave as they leave after posing for the media in front of the Brandenburg Gate, illuminated in the national colors of Ukraine in Berlin, Germany, 09 May 2022. German Chancellor Olaf Scholz received French President Emmanuel Macron earlier at the Chancellery, where they announced, various buildings all over Europe will be illuminated in the Ukraine colors on Monday evening, among them, the Eiffel tower in Paris. EPA/CLEMENS BILAN

“Somente com um cessar-fogo pode haver negociações de paz”, referiu o chefe de Estado francês.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, apelaram hoje a um cessar-fogo que permita impulsionar negociações para uma paz que deve ter como base o respeito da soberania e integridade territorial da Ucrânia.

“Já tivemos várias semanas de guerra. Temos que encontrar maneiras de acabar com esta guerra. Mas, para isso, é necessário primeiro um cessar-fogo e é claro que uma paz no futuro deve ter como condição o respeito à soberania e à integridade território da Ucrânia“, referiu Olaf Scholz.

Já Emmanuel Macron salientou que, embora o discurso desta segunda-feira, durante a celebração do Dia da Vitória em Moscovo, do Presidente russo, Vladimir Putin, não tenha representado uma nova escalada, este ainda não é suficiente para pensar em negociações.

“Precisamos de um cessar-fogo. Somente com um cessar-fogo pode haver negociações de paz“, vincou o chefe de Estado francês.

Macron esteve pela primeira vez em Berlim desde a sua reeleição, onde manteve um encontro com Scholz motivado principalmente pela guerra na Ucrânia, mas também sobre o futuro do projeto europeu, o fortalecimento do eixo franco-alemão e questões bilaterais.

“Era evidente, para mim, que após a reeleição tinha de viajar até Berlim. Queremos reforçar tudo o que a França e a Alemanha construíram durante tantos anos e esperamos que a amizade que existe entre os nossos dois países nos permita promover importantes coisas nos próximos meses”, apontou o Presidente de França.

Entre os temas a serem abordados, segundo Macron, estão a transformação digital e a transformação ecológica, a procura da independência de fontes de energia fóssil por parte da União Europeia (UE), quer para alcançar a soberania energética, quer para cumprir as metas de redução das emissões de carbono.

Por outro lado, Macron abordou a sua ideia para criar um novo formato político que permita intensificar a cooperação com países que, como a Ucrânia, ainda não pertencem à UE ou com o Reino Unido, que saiu do organismo, mas que partilham uma série de valores comuns.

“Há anos tentamos resolver o desafio através do alargamento [da UE] , mas é claro que há países que, como a Ucrânia, precisarão de anos para cumprir os critérios de entrada mesmo que optemos por um processo acelerado. Por isso, é importante criar um formato político que aproxime a Ucrânia e outros países da UE”, acrescentou.

O chefe do governo alemão considerou a proposta de Macron uma “boa ideia” e realçou que esta deve ser combinada com negociações de adesão de países como a Macedónia do Norte, cujos líderes já tomaram decisões corajosas para se aproximarem da Europa.

“Temos de evitar deceções”, alertou Scholz.

O chanceler alemão defendeu ainda a política que o seu governo tem seguido face à guerra na Ucrânia e sublinhou a mudança em algumas matérias como o envio de armas para a zona de conflito ou o aumento com despesa militar.

“A Alemanha tomou decisões importantes. Optamos por fortalecer a nossa capacidade defensiva e, assim, contribuir para a capacidade defensiva da NATO”, apontou.

“Também apoiamos, juntamente com os nossos aliados, uma maior presença militar nas fronteiras da NATO, com a qual Putin está a conseguir exatamente o oposto do que se propôs a fazer”, referiu ainda.

Scholz e Macron também sublinharam a importância das sanções contra a Rússia.

O chefe de Estado francês manifestou esperança de que os parceiros que ainda estão relutantes quanto a um embargo ao petróleo russo mudem de posição.

“As sanções serão mais eficazes se toda a UE as aceitar”, explicou Macron.

A Hungria é um dos países mais relutantes em aceitar um embargo ao petróleo russo e já anunciou que vetará essa proposta no Conselho Europeu.

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