Guerra Rússia-Ucrânia

“Transnístria – Um Lenine em cada esquina”

“Transnístria – Um Lenine em cada esquina”

Reportagem Especial esta terça-feira, no Jornal da Noite.

A Transnístria é um dos últimos resquícios da ex-União Soviética. Faz parte da Moldávia, mas assume-se como um país, ainda que não seja reconhecido por nenhum outro, nem mesmo pela Rússia que ali mantém, há 30 anos, 1500 soldados. A SIC esteve no território separatista pró-russo, que pode ser uma peça chave na guerra da Ucrânia, e transmite esta noite a Reportagem Especial “Transnístria: Um Lenine em cada esquina”.

Trinta anos depois, a ameaça da guerra volta a pairar sobre a Moldávia. No início dos anos 90, após o colapso da união soviética, morreram aqui mais de mil pessoas quando os separatistas pró-russos da Transnístria recusaram integrar a Moldávia independente. Com a ajuda dos russos, o território, mais pequeno que o Algarve, venceu a guerra civil em poucos meses. Declarou unilateralmente a independência e apresenta-se como um país. Tem uma moeda própria, parlamento e uma constituição. A bandeira é a única do mundo que ainda ostenta a foice e o martelo.  O kremlin mantém, neste território separatista, para além de soldados, o maior depósito de armas da Europa de Leste.  


Quem for apanhado a filmar na Transnístria sem autorização das autoridades locais arrisca pena de prisão. Mas essa autorização só costuma ser dada para fins promocionais. As organizações de Direitos Humanos internacionais denunciam a ausência de oposição e de uma imprensa livre na Transnístria. No território separatista, não há forma de aceder aos canais de comunicação independentes moldavos. A televisão, como quase tudo no território separatista, tem a marca Sheriff.  


Criada por Viktor Gusan, um antigo membro da KGB, a empresa sheriff, que também tem bancos, operadoras de telecomunicações e fábricas de bebidas alcoólicas, ganhou destaque internacional por causa do clube de futebol. No ano passado, o sheriff, que integra a liga nacional da Moldávia, fez história na Liga dos Campeões ao vencer o Real Madrid.  Para além do estádio onde decorrem as competições europeias, Viktor Gusan mandou construir, neste território pobre, um dos maiores complexos desportivos da europa, com dezenas de relvados, hotéis, piscinas, ginásios, e um hospital.  

A jornalista Susana André esteve na Edição da Manhã para ajudar a perceber melhor este sítio “único no mundo”, onde não há cadeias de fast food nem cadeias internacionais. A Reportagem Especial: “Transnístria: Um Lenine em cada esquina”, passa hoje no Jornal da Noite da SIC. 

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