Guerra Rússia-Ucrânia

Rússia estará a oferecer amnistia a presos que forem lutar para a Ucrânia

Rússia estará a oferecer amnistia a presos que forem lutar para a Ucrânia
Mikhail Pivikov / EyeEm
Revelação foi feita pela companheira de um dos presos.

Homens com farda militar visitaram uma prisão em São Petersburgo, onde ofereceram amnistia em troca da integração dos prisioneiros nas forças russas que combatem na Ucrânia, revelou à agência Associated Press (AP) a companheira de um dos presos.

Nos dias seguintes a esta visita, cerca de meia dúzia de prisioneiros deixaram o estabelecimento, segundo uma mulher cujo namorado cumpre pena naquele espaço.

A mesma fonte, que falou sob a condição de anonimato por temer represálias, acrescentou que o namorado não se voluntariou, embora tenha ponderado a oferta pois ainda tem anos de sentença por cumprir.

A Rússia continua a sofrer baixas na invasão que iniciou em finais de fevereiro na Ucrânia e, perto do sexto mês de conflito, o Kremlin continua a recusar-se a anunciar uma mobilização completa, decisão que poderia afetar a popularidade do Presidente Vladimir Putin.

Para contornar as dificuldades, tem decorrido um esforço de recrutamento secreto, que inclui o uso de prisioneiros para compensar a escassez de mão-de-obra.

Esta opção surge numa altura em que centenas de soldados russos se têm recusado a lutar e tentam sair das Forças Armadas.

Embora o Ministério da Defesa negue "qualquer atividade de mobilização", os esforços estão visíveis em cartazes publicitários ou anúncios nos transportes públicos em várias regiões.

Mas Moscovo não está sozinho neste recrutamento, já que desde o início da guerra que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu amnistia aos veteranos militares presos, caso fossem para o campo de batalha.

No caso da Rússia, o recrutamento tem sido dinamizado pelo grupo militar privado Wagner.

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