Guerra Rússia-Ucrânia

Cidades europeias voltam a ser palco de manifestações anti-guerra

No dia em que a Ucrânia celebra o Dia da Independência, milhares de pessoas voltaram a sair à rua em protesto.

"Hoje o nosso país está a comemorar o Dia da Independência e agora todos podem ver o quanto o mundo depende da nossa independência". Quem o disse foi o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) na qual participou por videoconferência.

A reunião de hoje, que foi solicitada pela Albânia, França, Irlanda, Noruega, Reino Unido e Estados Unidos da América (EUA), marca seis meses desde o início das hostilidades russas em 24 de fevereiro. A reunião também coincide com o aniversário da declaração de independência da Ucrânia em 1991.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

Na guerra, que hoje entrou no seu 182.º dia, a ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.