Guerra Rússia-Ucrânia

Da pressão popular à retirada da bandeira soviética: a história da independência da Ucrânia

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Recorde o dia em que Kiev proclamou a libertação de Moscovo, há 31 anos.

A história da Ucrânia é, naturalmente, complexa. Durante séculos, o país esteve dividido entre vários impérios e a maior parte do século XX esteve sob domínio da União Soviética. Mas há 31 anos tornou-se independente.

24 de agosto de 1991 foi o dia em que Kiev proclamou a libertação do regime de Moscovo. 31 anos depois, a Ucrânia vive uma invasão russa ao seu país, uma ofensiva militar que já provocou milhares de mortes.

Da pressão popular à retirada da bandeira soviética

O verão de 1991 foi muito quente no leste da Europa. A zona fervilhava por alterações políticas. Tornou-se claro que os povos estavam perante uma rara janela de oportunidade de reconquistar a independência, perdida às mãos da União Soviética.

Depois de uma falhada tentativa de golpe de estado em Moscovo, onde a ala mais conservadora do partido comunista queria afastar Mikhayl Gorbachov do poder - o homem responsável por uma abertura do sistema ditatorial da URSS - milhares de ucranianos encheram as ruas da capital.

A pressão popular tornou-se difícil de ignorar. O parlamento reuniu-se e ficou claro que, naquele dia, os deputados tinham que abrir a votação para a independência da Ucrânia.

Escrito em apenas uma hora e meia, o Ato da Proclamação da Independência da Ucrânia passou com 346 votos a favor. A bandeira soviética foi trocada pela da Ucrânia independente.

Pouco mais de três meses depois, a independência da Ucrânia era confirmada num referendo com mais de 90% de votos a favor por um país soberano que, 31 anos depois, continua a lutar pela liberdade.

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