Guerra Rússia-Ucrânia

"O verdadeiro rosto do terrorismo": violenta troca de argumentos na assembleia-geral da ONU

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Debate "aqueceu", com vários países a não pouparem nas críticas a Moscovo.

O Presidente ucraniano reúne-se esta terça-feira com o G7, o grupo dos sete países com as maiores economias do mundo, ao qual Volodymyr Zelensky vai pedir mais apoio militar. O dia de ontem ficou politicamente marcado pela violenta troca de argumentos entre ucranianos e russos nas Nações Unidas.

A Rússia não poupou a Ucrânia e, esta segunda-feira, levou a cabo vários ataques violentos contra algumas cidades ucranianas, provocando terror e destruição. Para abordar este episódio e também a anexação de vários territórios ucranianos pela Rússia, as Nações Unidas reuniram esta segunda-feira. O clima vivido na Assembleia não foi amigável e vários países não pouparam nas críticas a Moscovo.

Sergiy Kyslytsya, o embaixador ucraniano na ONU, afirmou que o mundo pôde, mais uma vez, testemunhar a “face terrorista de um Estado que mata pessoas”. Atirou ainda que a Rússia “vinga-se” das derrotas sofridas no campo de batalha, nos “pacíficos residentes das cidades ucranianas”.

Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU, retorquiu, sem perder tempo, que Kiev “sabotou a ponte da Crimeia” e por esse motivo “não haveria impunidade”. Não poupou nas críticas à nação ucraniana e apontou que o “regime de Kiev está ao mesmo nível das mais violentas organizações terroristas do mundo".

Putin confirmou que ataques a cidades foram uma retaliação

A Rússia não ficou satisfeita com o facto da votação acerca da anexação de territórios ucranianos não acontecer secretamente, uma vez que essa pretensão russa foi chumbada pela esmagadora maioria das Nações presentes. Putin também já reagiu aos bombardeamentos desta segunda-feira e confirmou que foram uma retaliação à destruição da ponte da Crimeia.

“Se as tentativas de levar a cabo atos de terrorismo no nosso território continuarem, a resposta da Rússia será dura e a sua escala vai corresponder à escala da ameaça contra a Federação Russa”, ameaça Putin.

Face aos desenvolvimentos do conflito, Zelensky vai encontrar-se com os líderes dos sete países economicamente mais relevantes do mundo, onde lhes vais pedir um reforço de armamento militar, principalmente de sistemas de defesa antimíssil.

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