Guerra Rússia-Ucrânia

Ameaça russa: entrada da Ucrânia na NATO pode levar à 3ª guerra mundial

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Declarações foram feitas no dia em que a ONU aprovou uma resolução que condena a anexação de territórios ucranianos pela Rússia.

A sucessão de ataques na Ucrânia ocorre horas depois da Assembleia Geral da ONU ter aprovado, com esmagadora maioria, uma resolução que condena a anexação de territórios ucranianos pela Rússia. No mesmo dia, Moscovo deixou o aviso de que a adesão da Ucrânia à Aliança Atlântica pode desencadear uma terceira guerra mundial.

No dia em que estão reunidos os ministros de defesa da NATO, Moscovo deixou um claro aviso ao mundo, dizendo que a entrada da Ucrânia na aliança pode despoletar a terceira guerra mundial. O secretário-adjunto do conselho de segurança russo, Alexander Venediktov, garante que está ciente do peso que uma guerra de dimensão mundial representaria, contudo, afirma que o Ocidente ao auxiliar a Ucrânia está a a participar no conflito.

Antes de ordenar a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano, o Presidente russo, Vladimir Putin, exigiu à NATO que garantisse, em forma de tratado, que a Ucrânia nunca seria membro da organização, o que foi rejeitado pelos aliados ocidentais.

ONU condenou anexações russas

A ONU entretanto já respondeu à anexação de territórios ucranianos por parte do Kremlin, e já condenou assertivamente esta decisão russa.

"Também saúdo a mensagem muito forte da Comunidade Internacional de ontem. A votação na ONU foi uma clara condenação da anexação ilegal dos territórios ucranianos e um claro apelo à Rússia, ao Presidente Putin, no sentido de inverter estas decisões e respeitar a integridade territorial da Ucrânia, declarou Jens Stoltenber, secretário-geral da NATO

Stoltenberg pronunciou-se acerca da votação favorável de 143 países à resolução que condena a anexação por parte da Federação Russa. O embaixador da Ucrânia na ONU, saudou esta decisão e aplaudiu o apoio das mais de uma centena de nações. Nesta votação, 35 países abstiveram-se e quatro votaram a favor da Rússia, foram eles a Bielorrússia, a Síria, a Coreia do Norte e a Nicarágua.

Desagradado ficou Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU, que se referiu a esta decisão como sendo provocadora e que em nada contribui para uma eventual solução diplomática.

“Hoje, porém, foi apresentado à Assembleia Geral um documento politizado e abertamente provocador que não só ignora todos estes factos, como também contém uma acusação de confronto que poderia destruir todo e qualquer esforço a favor de uma solução diplomática para a crise na Ucrânia”, proferiu o representante do Kremlin.

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