Incêndio na Notre-Dame

Abadia de Westminster e igrejas inglesas tocam sinos em solidariedade com França

Henry Nicholls

Sinos vão tocar as 17:43 horas, hora do início do incêndio na catedral de Notre-Dame.

Os sinos da abadia de Westminster, em Londres, vão tocar esta terça-feira em solidariedade com França, na sequência do incêndio que destruiu parcialmente a catedral de Notre-Dame em Paris, anunciou a primeira-ministra britânica.

"A Notre-Dame é um dos edifícios mais bonitos do mundo, um símbolo de França e do povo francês, e apreciado em todo o mundo. As imagens de destruição que vimos na noite passada foram mesmo dolorosas", lamentou Theresa may, num comunicado.

Os sinos da abadia de Westminster, construída no século XI no mesmo estilo gótico da Catedral de Notre-Dame, vão tocar as 17:43 horas, simbolicamente a hora de início do incêndio na segunda-feira.

Na quinta-feira de cinzas, o mesmo gesto de solidariedade será repetido por igrejas e catedrais em várias partes de Inglaterra.

A primeira-ministra disse também que especialistas em preservação do património histórico vão estar disponíveis para colaborar com os colegas franceses na restauração da catedral parisiense.

Antecipando uma "missão difícil", May disse que o Reino Unido está "pronto para oferecer qualquer ajuda e experiência britânica que possa ser útil no trabalho que está pela frente para restaurar" aquela "magnifica catedral".

A mensagem do governo britânico segue-se à da rainha Isabel II, que manifestou ter ficado "profundamente entristecida" com as imagens do incêndio que deflagrou na segunda-feira à tarde na catedral de Notre-Dame de Paris.

As chamas demoraram cerca de 15 horas até serem extintas, destruindo parcialmente um dos edifícios icónicos da capital francesa.

"Majestoso e sublime edifício", como escreveu em 1831 o escritor francês Victor Hugo no seu romance "Notre-Dame de Paris", a catedral começou a ser construída em 1163 e iniciou a função religiosa em 1182.

A tragédia de Notre-Dame gerou mensagens de pesar e de solidariedade de chefes de Estado e de Governo de vários países, incluindo Portugal, bem como do Vaticano e da ONU.

A Procuradoria de Paris disse que os investigadores estavam a considerar o incêndio como um acidente e o Presidente francês prometeu que a catedral do século XII será reconstruída.

Lusa

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