Incêndio na Notre-Dame

Papa expressa gratidão da Igreja aos bombeiros franceses

BENOIT MOSER / BSPP / HANDOUT

O combate às chamas na cetedral Notre-Dame em Paris durou 15 horas.

O Papa expressou hoje "a gratidão de toda a Igreja" Católica aos bombeiros e a todos aqueles "que arriscaram até mesmo as suas vidas" para combaterem as chamas que destruíram parte da catedral de Notre-Dame de Paris.

"Que a Virgem Maria abençoe e apoie o trabalho de reconstrução. Que este seja um trabalho coletivo, para o louvor e a glória de Deus", declarou Francisco durante a sua audiência semanal, diante de milhares de fiéis na praça São Pedro.

"Queridos irmãos e irmãs, eu senti uma grande dor e sinto-me tão perto de todos vocês", acrescentou na mensagem, traduzida em seguida para o francês por um padre, tendo sido dirigida "a todos os parisienses e a todo o povo francês".

Na tarde de terça-feira, o papa já havia conversado por telefone com o Presidente francês, Emmanuel Macron, depois do incêndio que na segunda-feira atingiu a catedral Notre-Dame.

Num telegrama enviado na terça-feira para o Arcebispo de Paris, monsenhor Michel Aupetit, o papa desejou "a mobilização de todos" para a reconstrução dessa "joia arquitetónica de uma memória coletiva" e que pertence ao "património arquitetónico e espiritual de Paris, da França e humanidade".

O cardeal Gianfranco Ravasi, ministro da Cultura do Vaticano, propôs na terça-feira a contribuição de peritos "técnicos e científicos" dos Museus do Vaticano para ajudar na reconstrução de Notre Dame.

A catedral de Notre-Dame encontrava-se em obras de restauro no seu exterior quando, na segunda-feira à tarde, deflagrou um violento incêndio que demorou cerca de 15 horas a ser extinto.

A Procuradoria de Paris disse que os investigadores estavam a considerar o incêndio como um acidente.

O Presidente Emmanuel Macron prometeu que a catedral do século XII será reconstruída.

A estrutura da catedral de Notre-Dame "mantém-se bem" após o incêndio, mas foram identificadas "vulnerabilidades" no edifício e a "preocupação principal agora" é com a sua segurança nomeadamente ao nível da abóbada, disse na terça-feira o secretário de Estado do Interior francês, Laurent Nuñez.

A tragédia de Notre-Dame gerou mensagens de pesar e de solidariedade de chefes de Estado e de Governo de vários países, incluindo Portugal, bem como do Vaticano e da ONU.

Lusa.

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