Insólitos

Menino prodígio de nove anos retirado da universidade pelos pais

Laurent sempre gostou de números, sendo a matemática a disciplina preferida, mas nos últimos tempos tem falado em querer ser cientista ou seguir biomedicina, para criar órgãos artificiais

Yves Herman, Reuters

Pais não ficaram satisfeitos com proposta da universidade porque queriam que o filho fosse o licenciado mais novo do mundo.

Laurent Simons, a criança belga que em 2018 iniciou a licenciatura em engenharia elétrica e que pretendia ser o licenciado mais novo do mundo, desistiu da universidade.

Os pais, Lydia e Alexander, queriam que o filho recebesse o diploma este mês, antes do seu aniversário a 26 de dezembro, para que pudesse tornar-se o primeiro universitário licenciado com menos de 10 anos, mas a universidade de Eindhoven, na Holanda, recusou.

Segundo a BBC, a instituição explicou que Laurent ainda tinha muitos exames para fazer até se poder licenciar e propôs entregar o diploma em meados de 2020. Os pais, que não ficaram satisfeitos com a proposta, decidiram remover o filho do curso de engenharia elétrica.

Laurent teria de completar o curso com duração de três anos em apenas 10 meses para conseguir cumprir o prazo do seu aniversário.

As críticas da universidade

À comunicação social holandesa o pai de Laurent revelou que a universidade de Eindhoven já o tinha criticado por constantemente colocar o filho sob os holofotes da imprensa.

“Foi-nos dito que a atenção dos media coloca muita pressão sobre o nosso filho, e que se continuássemos, teria de lhe ser feita uma avaliação psiquiátrica”, contou Alexander Simons ao De Volkskrant.

“Se uma criança jogar bem futebol, toda a atenção dos media é bem-vinda. O meu filho tem um talento diferente. Porque é que não deve estar orgulhoso disso?”.

Em comunicado, a universidade de Eindhoven explicou que não seria possível Laurent completar o curso antes de fazer 10 anos, porque isso não lhe permitiria desenvolver “criatividade e análise crítica” e que, ao apressar o curso, o seu desenvolvimento académico seria prejudicado.

A instituição alertou ainda para a “pressão excessiva” colocada na criança de nove anos cujo talento classificou como “nunca visto”.