Insólitos

E se fosse pago para “fazer nada”?

Tóquio, Japão
Tóquio, Japão
Matteo Colombo

Já acontece no Japão, mas este emprego pode ser mais “insólito” do que está à espera.

O emprego de Shoji Morimoto é fora do comum. Sem horário de entrada ou saída, sem escritório para onde ir trabalhar, sem chefe a quem responder e sem “nada para fazer”. E a ser pago por isso.

Isto porque Shoji “aluga” o seu tempo para fazer companhia a pessoas que não querem estar sozinhas. A maioria pede apenas companhia durante as tarefas do dia a dia, mas há alguns pedidos mais insólitos.

Querem companhia para ir a sítios a que têm dificuldade em ir sozinhos e precisam de alguém que vá com eles.

Alguns dos pedidos “mais estranhos” incluem despedidas “dramáticas” do lado de fora de um comboio – ao estilo de um filme -, fazer companhia ao aniversariante, que não quer estar sozinho no seu dia especial, ou estar na esplanada de um café - fingindo ser um cliente - para atrair outros clientes.

Não significa que não tenha amigos para ir comigo, mas dependendo do sítio e da data, hesito em convidá-los.

A revelação foi feita por uma cliente de Shoji à BBC, explicando o porquê de contratar os serviços do homem. Cada “sessão” custa cerca de 80 euros e qualquer despesa de deslocação ou comida é paga pelo cliente.

O japonês diz que só fala com os clientes se estes se dirigirem a ele primeiro e conta também que prefere não saber as suas histórias.

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