Jogos Olímpicos

Província japonesa de Osaka cancela percurso da chama olímpica

Chama Olímpica nas ruas de Fukushima, a 26 de março de 2021

Issei Kato / Reuters

Tóquio 2020 começa dentro de 107 dias e os casos de covid-19 estão a aumentar.

A região oeste de Osaka, no Japão, cancelou na quarta-feira os eventos da chama olímpica programados para a província, numa altura em que o aumento de infeções pelo novo coronavírus levou o governo a declarar uma emergência médica.

As autoridades de saúde temem que uma variante do vírus esteja a desencadear uma quarta vaga de infeções.

Os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 começam dentro de 107 dias e a campanha de vacinação ainda está numa fase inicial.

O governador de Osaka, Hirofumi Yoshimura, disse que o sistema de saúde está a enfrentar uma enorme pressão e que uma variante mais infecciosa está a aumentar os casos entre os jovens.

"É quase certo que esta variante é altamente contagiosa com uma alta velocidade de transmissão. Peço a todos os residentes da província de Osaka que evitem sair desnecessariamente. O sistema de saúde está numa situação muito crítica."

A província regista hoje mais de 800 novas infeções pelo segundo dia consecutivo. Os casos graves ocupam cerca de 70% dos internamentos hospitalares da região.

Osaka e as províncias vizinhas de Hyogo e Miyagist começaram na segunda-feira um mês de confinamento para conter esta variante mais contagiosa.

Nos últimos dias, as infeções de Osaka superaram as de Tóquio, a capital japonesa e uma cidade muito maior. Mesmo assim, os casos de Tóquio também estão com tendência a aumentar, com as 555 novas infeções registadas hoje, atingindo o nível mais alto desde o início de fevereiro.

As medidas de emergência na área de Osaka podem ser estendidas para Tóquio e outros lugares, se necessário, disse o primeiro-ministro Yoshihide Suga no domingo.

A campanha de vacinação do Japão está muito atrás da maioria das principais economias, com cerca de 1 milhão de pessoas a ter recebido a primeira dose desde fevereiro.

Esse número representa menos de 1% da população, contra quase 2% na vizinha Coreia do Sul, que iniciou a campanha depois do Japão.


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