Julho sem plástico

Profissionais que removem amianto podem estar em risco por falta de materiais de proteção, avisa Quercus

Ana Rita Sena

Ana Rita Sena

Editora de Imagem

Associação diz ainda que é impossível remover o amianto das 578 escolas em dois meses e meio.

O prazo definido pelo Governo dá 75 dias para remover o amianto de 578 escolas públicas. Um plano ágil no papel mas que, na prática, a Associação Quercus diz ser impossível de cumprir.

"Não estamos em condições de garantir a remoção total do amianto durante a pausa escolar porque são muitas escolas e poucas empresas aptas para remover este material", afirma Carmen Lima da Associação Quercus.

Para além do problema temporal, a associação ambientalista diz ainda que os profissionais encarregues da missão estão a ser colocados em risco pela falta de materiais de proteção:

"Escasseiam fatos do tipo 5 e 6 e máscaras P3 que são as adequadas para a remoção do amianto e em vez de substituir estes fatos e máscaras de 2 em 2 horas, os trabalhadores utilizam-nas durante todo o dia e até durante a semana toda."

A associação lembra ainda que as intervenções nas 578 escolas não vão retirar o amianto mas sim o fibrocimento e, por isso, o problema vai manter-se.

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