Legislativas 2019

António Costa sobre o futuro do País em 33 minutos

Veja aqui a entrevista na íntegra conduzida por Bernardo Ferrão.

António Costa foi entrevistado esta quarta-feira por Bernardo Ferrão, na SIC, e esclareceu questões sobre a solução governativa, uma maioria absoluta nas legislativas, a estabilidade e governabilidade do país, o futuro de Mário Centeno e o parecer da PGR sobre incompatibilidade de governantes.

Rui Rio é o grande adversário?

O primeiro-ministro afirma que soluções de bloco central empobrecem a Democracia e explica que um Governo com o PSD seria contranatura, mas que acordos sobre matérias estruturais são possíveis e desejáveis.

“Primeiro-ministro do poder absoluto?”

Admite que nunca fixou o objetivo de uma maioria absoluta e que o seu único objetivo é dar força ao PS, para “fazermos mais e melhor”.

António Costa explica que a sua ambição é idêntica “à de qualquer outro líder partidário: ter o melhor resultado possível”.

Apesar de considerar que os portugueses não gostam de maiorias absolutas, diz que as legislativas não são um “referendo de sim ou não às maiorias absolutas”.

E se o Bloco quisesse entrar no Governo?

Sobre a possibilidade, afirma que um Governo de coligação com BE, PCP ou Verdes não seria um bom Governo. António Costa acredita que o Governo deve ser uma entidade coesa e que não teria sido possível fazer o que foi feito nesta legislatura se o Governo fosse de coligação.

António Costa diz ainda que o grau de convergência com o BE não permite fazer mais.

Estabilidade e governabilidade

O primeiro-ministro garante que Portugal virou a página da austeridade e que, apesar de não ser um país cor-de-rosa e de ter problemas, um Governo responsável identifica-os e resolve-os.

Costa aproveita ainda para salientar que os portugueses pagam menos mil milhões de euros em impostos do que em 2015 e, em comparação com Espanha, diz que se Portugal tivesse “o nível do défice de Espanha, estávamos a crescer mais”.

Sobre a estabilidade governativa, diz que foi o PS o responsável por assegurar o equilíbrio.

O futuro

“Rui Rio está distraído” se acha que o país não está preparado para o futuro, diz António Costa, dando como exemplo o prolongamento da sustentabilidade da Segurança Social em 22 anos.

O primeiro-ministro explica ainda que “gastamos o dinheiro de hoje para poupar para amanhã”.

“Quando damos prioridade absoluta a pagar a dívida estamos a olhar para amanhã”.

Mário Centeno mantém-se?

Em entrevista, Costa afirma que não fará convites para a formação de um Governo antes de ter legitimidade e que não vai especular sobre a continuidade de Mário Centeno como ministro das Finanças, mas garante que já falou com o ministro.

Diz ainda que “Centeno quer continuar como presidente do Eurogrupo e para isso tem de estar no Governo”, esperando que essa seja a melhor resposta sobre o futuro da pasta das Finanças.

Parecer da PGR sobre incompatibilidade de governantes

“Se tivesse havido interferência indevida, o secretário de Estado tinha sido demitido” é a garantia dada pelo primeiro-ministro sobre a propósito de negócios de familiares de governantes com o Estado.

António Costa esclarece que o parecer solicitado à PGR surgiu de uma necessidade de interpretação da lei, mas garante que saberá julgar comportamentos de membros do Governo independentemente do entendimento da lei.

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