Legislativas 2019

1995/99: O fim do "cavaquismo" e as "novas maiorias" do PS

1995/99: O fim do "cavaquismo" e as "novas maiorias" do PS

O PS vence as legislativas de 1995 e 1999, mas sem maioria.

Dez anos depois de ter chegado ao Governo, Cavaco Silva sai de São Bento e dá lugar a António Guterres, do PS.

Nas eleições de 1995, o PS é favorito nas sondagens, mas o resultado nas urnas é insuficiente para ganhar a maioria absoluta. O PSD perde com Fernando Nogueira, o "número dois" de Cavaco Silva, que depois disto abandona a política.

Em 1999, o PS pede maioria absoluta nas eleições, mas fica a um deputado da meta. Foi o famoso empate 115-115 entre a bancada socialista e a oposição, na Assembleia da República.

A conjuntura é positiva, em termos económicos, com a preparação da entrada do País na moeda única, embora o PS e Guterres tenha averbado duas derrotas nos referendos sobre o aborto e a regionalização, que tem a oposição da direita e do PSD, então liderado por Marcelo Rebelo de Sousa.

O PSD troca entretanro de líder, Durão Barroso sucede a Marcelo Rebelo de Sousa, que sai devido à fracassada aliança com o CDS. À Esquerda, o PCP, com a CDU, é a terceira força política e reforça o número de deputados. Ainda assim, há espaço eleitoral para o surgimento de uma nova força parlamentar: o Bloco de Esquerda, que elege dois deputados: Francisco Louçã e Luís Fazenda.

Mais tarde, para fazer passar o Orçamento do Estado, o PS junta-se ao deputado Daniel Capelo para conseguir maioria. Mas, depois da derrota significativa do PS nas autárquicas, António Guterres demite-se, em dezembro de 2001.

Ficha técnica:

  • Jornalista: Ana Rute Carvalho
  • Grafismo: Paulo Alves
  • Produção: Diogo Amador
  • Edição executiva de Tecnologia de Informação: Patrícia Moreira
  • Coordenação: Sandra Varandas
  • Pesquisa: Gesco e Arquivo SIC
  • O Milagre de Jesus
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