Legislativas 2019

2002: O regresso da coligação de Direita ao poder

2002: O regresso da coligação de Direita ao poder

Os portugueses vão às urnas dar mais votos ao PSD, mas sem maioria absoluta.

Após a demissão do primeiro-ministro António Guterres, como resultado da derrota nas eleições autárquicas, Ferro Rodrigues sobe à liderança dos socialistas para disputar as eleições. No PSD, Durão Barroso continua na liderança, e o mesmo acontece com Paulo Portas no CDS.

A relação entre os dois líderes da Direita são frias e os partidos apresentam-se, em 2002, separados nos boletins de voto. No entanto, o resultado destas legislativas volta a juntar a Direita.

Os portugueses vão às urnas dar mais votos ao PSD, embora sem maioria absoluta. Nas semanas seguintes, o PSD forma uma coligação com o CDS, o que permite ter uma maioria absoluta no Parlamento.

O PS fica em segundo, a menos de 3% do PSD. À Esquerda, a CDU e o PCP perdem votos e deputados. Já o Bloco de Esquerda consegue eleger mais um parlamentar, juntando-se aos outros dois já eleitos anteriormente.

O Governo PSD-CDS dura apenas dois anos. O Executivo não resiste à saída do primeiro-ministro Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia.

Pedro Santana Lopes é nomeado pelo Presidente da República para formar Governo, mas cinco meses depois, Jorge Sampaio põe fim ao Executivo e convocou eleições, num ambiente político tenso.

Ficha técnica:

  • Jornalista: Ana Rute Carvalho
  • Grafismo: Paulo Alves
  • Produção: Diogo Amador
  • Edição executiva de Tecnologia de Informação: Patrícia Moreira
  • Coordenação: Sandra Varandas
  • Pesquisa: Gesco e Arquivo SIC