Legislativas 2019

Concerto, aniversário e as críticas à Lei Laboral - Um dia na campanha da CDU

No dia em que se comemoraram os 49 anos da CGTP-IN, nem o frio e o vento afastaram os militantes do comício noturno ao ar livre. Com a entrada em vigor das mudanças no Código do Trabalho, a lei laboral esteve em destaque na campanha da CDU.

À esquerda, a “PS Barbeiro”, a barbearia. À direita, a “PC Rio”, a loja de computadores. Em frente, a “Aliança Panificadora”, a pastelaria. Na Praceta Sacadura Cabral, em Rio de Mouro (Sintra), a CDU parece ter aterrado no centro do espectro político.

Por aqui, o palco já está montado e faz juz à fama da organização comunista. Há sistema de som, iluminação, dezenas de cadeiras e uma grande lona azul que será o pano de fundo do comício que está prestes a começar

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

“Aí! Só há liberdade a sério quando houver… a paz, o pão; habitação; saúde, educação!” ‘Liberdade’, de Sérgio Godinho, vai tocando baixinho. Logo a seguir vêem os Diabo na Cruz, com “Os Louco estão certos”, mas ninguém parece tomar muita atenção.

Quando a campanha eleitoral anda na estrada, nem todas as iniciativas são de grandes dimensões. A quatro dias das eleições, os militantes vão enchendo a pequena praceta sob o olhar atento dos vizinhos que espreitam das janelas. Por aqui, tanta agitação parece ser novidade.

Uns vêm de t-shirt, outros encasados. Vão chegando e ficando na conversa, mas são poucos os que já estão sentados. Está frio. O termómetro do telemóvel marca 19 graus e um vento gelado insiste em soprar, agitando violentamente as bandeiras de todas as cores com a foice e o martelo e o girassol ao lado.

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

É então que a música sobe subitamente de volume. Sem grande espetáculo ou cerimónia, Jerónimo de Sousa já cá está. Discretamente, sem que muitos dêem por ele, foi-se pôr em posição, num canto da praceta, para prestar declarações em direto à RTP.

Daí segue para os lugares mais perto do palco, com a maioria dos militantes instalados atrás de si. O pico súbito no som parece ter atuado como uma campainha da escola, chamando todos aos seus lugares.

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

É com Jerónimo na primeira fila, enquadrado no mar colorido de bandeiras que se agitam furiosamente ao vento, e um concerto, com letras musicais escolhidas a rigor para condizerem com os ideais comunistas, que começa mais um comício à moda da CDU. Depois vêm as intervenções.

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

O tema da noite é claro: hoje critica-se as alterações à lei laboral, introduzidas pelo PS, que acabaram de entrar em vigor. E comemora-se, ou não fosse o 49.º aniversário da CGTP-IN. Defendem-se aumentos nos salários e revisões às pensões, porque “os salários de hoje são as reformas de amanhã”, defende Jerónimo de Sousa no último discurso da noite.

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

(Cláudia Monarca Almeida)

Pelo meio há aplausos e, em coro, vão repetindo uma e outra vez: “A CDU avança, com toda a confiança”. No fim, todos ajudam nas arrumações ao som da “Carvalhesa”, essas notas musicais agudas que há tantos anos estão associadas ao PCP.

Saiba mais sobre este e outros dias da campanha no Instagram @sicnoticias.