Legislativas 2019

António Costa indigitado como primeiro-ministro

MIGUEL A. LOPES

Secretário-geral do PS indigitado pelo Presidente da República.

O Presidente da República indigitou esta terça-feira António Costa como primeiro-ministro do XXII Governo Constitucional, depois de ouvir as nove forças políticas com representação parlamentar sobre a formação do novo Governo.

Numa nota divulgada na página da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa refere que, feita a publicação dos resultados finais das legislativas, "(...) seguir-se-á a primeira reunião do novo Parlamento e a nomeação e posse do Governo e, no prazo máximo de dez dias após a nomeação, a submissão do programa do Governo à apreciação da Assembleia da República".

MIGUEL A. LOPES

O novo Executivo só pode tomar posse quando estiverem contados todos os votos das eleições legislativas. Neste momento, faltam atribuir os quatro lugares que são eleitos pelos círculos da emigração.

Costa revelou, após o encontro com o Presidente da República, que vai reunir-se com os parceiros sociais na quinta-feira, um dia depois da ronda que fará com as forças parlamentares de esquerda (Bloco, PCP, PEV e Livre) e com o PAN.

O secretário-geral do PS falava aos jornalistas no Palácio de Belém depois de Marcelo Rebelo de Sousa o ter indigitado como primeiro-ministro.

Encarando como "uma honra" e "uma enorme responsabilidade" o facto de ter sido indigitado para formar o XXII Governo Constitucional, o secretário-geral do PS voltou a defender que os portugueses "manifestamente gostaram da 'geringonça' e gostariam que ela pudesse ter continuidade".

MIGUEL A. LOPES

Para António Costa, "o ponto de partida" resultante das posições assumidas pelos partidos não permite "antecipar que seja possível dar continuidade a essa solução", mas "há seguramente outras formas de poder assegurar a estabilidade".

"Procederei na quinta-feira a encontros com todos os parceiros sociais, tendo em vista ouvir a sua opinião sobre a próxima legislatura", declarou o líder socialista.

"Hipóteses: há condições para fazer um acordo com todos, excelente. Há condições para fazer um acordo só com parte, bom também. Até pode não haver condições para haver acordo", reiterou.

MIGUEL A. LOPES

Costa realçou também que nas anteriores "posições conjuntas" com PCP, BE e PEV "não havia nenhuma obrigação de nenhum desses partidos de viabilizarem orçamentos", mas apenas "um compromisso mútuo de haver uma avaliação conjunta do Orçamento do Estado tendente à sua aprovação".